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quinta-feira, 23 de julho de 2026

'Essa Peça Tem Beijo Gay' Reestreia no Teatro Municipal Ziembinski

Em Neon: quinta-feira, 23 de julho de 2026


Fotos: Higor Nery

Sob direção de Dadado de Freitas, o texto escrito e encenado por Leandro Fazolla e Rohan Baruck leva à cena a discussão reflexiva de um casal que, diante uma censura indireta, debate sobre o quão visíveis ou privados podem ser seus afetos.

Qual o problema de um beijo? Por que um beijo ainda hoje pode causar repulsa e espanto? Provocando uma reflexão cênica acerca da pergunta, reestreia dia 31 de julho no Teatro Municipal Ziembinski o espetáculo “Essa peça tem beijo gay”, texto inédito escrito por Leandro Fazolla e Rohan Baruck, que também sobem ao palco sob a direção de Dadado de Freitas. O que poderia ser um ato cotidiano gera um dilema sobre limites pessoais e o impacto das escolhas em um tempo onde o amor entre iguais ainda permanece sob constante suspeita e até vigilância.

A montagem questiona quais afetos podem ser visíveis, quais ainda são interditados e a noção de público e privado, quando decisões aparentemente comuns podem ter desdobramentos maiores do que se imagina. A temática da montagem, comum aos autores e a boa parte da equipe, formada em sua maioria por profissionais LGBTQIAPN+, nasceu do desejo de Leandro e Rohan, um casal também fora de cena, de trabalharem juntos e terem no assunto um mesmo objetivo de debate.

“Fomos atravessados por diversas notícias em que o chamado ‘beijo gay’ estava no centro da discussão, desde a censura do ex-prefeito Crivella na Bienal do Livro de 2019 até o alarde feito na imprensa sobre um ou outro beijo gay nas novelas. E pensamos que este poderia ser um tema a partir do qual poderíamos abordar nossas vivências. Então, desenvolvemos um conflito em que os dois personagens pudessem tensionar sua relação e pensamentos sobre a própria comunidade LGBTQIAPN+”, resume Leandro.

A partir de um conflito central envolvendo dois personagens - uma foto de beijo circulando nas redes sociais - o texto se abre para novas camadas, flertando com a autoficção, trazendo conflitos comuns aos autores, sobretudo a partir de suas origens em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A dramaturgia problematiza como a visão da sociedade sobre os corpos dissidentes interfere nas vidas e formas de se colocar no mundo.


“Entre naturalização e fetichização, ainda haver uma categoria ‘aceitável’ ou ‘permissível’ de beijo é um sinal do retrocesso que estamos vivendo. Eu pesquiso a cena dissidente e a personagem ‘bicha’ nas narrativas contemporâneas. Ainda ter que discutir o beijo como esse fantasma e num lugar de urgência social me inquieta como artista”, pondera Dadado, que possui longa trajetória na cena queer e que recebeu, junto de Maurício Lima, o Prêmio Shell de Melhor Direção por “Arqueologias do Futuro”.

A dramaturgia também olha para trás a partir de um diálogo com “O Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, já que muito dessa polêmica parece estar não apenas parada no tempo, mas retrocedendo a partir de um aumento cada vez maior do conservadorismo no Brasil e no mundo. “A mesma homofobia e o mesmo sensacionalismo que pautam nossos beijos hoje interferem radicalmente na vida dos personagens rodrigueanos. A gente acredita ter avançado nessa discussão, mas será mesmo? Olhar pro passado ajuda a pensar um pouco sobre o que mudou e a projetar o que vem pela frente”, aponta Rohan.

Embora se anuncie por um beijo, é um espetáculo que se propõe a falar do amor e de suas idiossincrasias. “O amor numa relação homoafetiva é tão amor quanto em qualquer outra relação. No entanto, ainda é visto como um tema das dissidências, um tema maldito. Então criamos uma imaginação distópica de um futuro não muito distante em que este beijo e estas relações dissidentes permanecem sob intensa vigilância. É uma espécie de ‘e se’ que provocamos através da peça: e se essa onda conservadora ganhasse contornos ainda mais radicais? Nosso público poderá se afetar por personagens em um momento limite que causa uma montanha-russa de emoções. Apenas no meio disso tudo há um beijo gay”, encerra Dadado.


SERVIÇO

“ESSA PEÇA TEM BEIJO GAY”

Temporada: 31 de julho a 19 de agosto

Horário: Sexta-feira a sábado, às 20h; Domingo, às 19h

Local: Teatro Municipal Ziembinski

Endereço: Av Heitor Beltrão, s/n - Tijuca

Classificação Indicativa: 14 anos

Duração: 70 minutos

Gênero: Drama

Instagram: @essapecatembeijo


FICHA TÉCNICA

Idealização, dramaturgia e atuação: Leandro Fazolla e Rohan Baruck

Direção artística e supervisão dramatúrgica: Dadado de Freitas

Direção de movimentos: Maurício Lima

Direção Musical: Bèá Ayòóla

Cenografia: Maurício Bispo

Figurino: Flávio Souza

Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni

Direção de produção: Stephany Lopez

Operação de Luz: Rafa Domi

Fotografia: Higor Nery

sexta-feira, 17 de julho de 2026

'Como a MPB acabou com a minha vida amorosa' ironiza o impacto de hits dos anos 80 e 90 nos relacionamentos

Em Neon: sexta-feira, 17 de julho de 2026


Comédia musical volta aos palcos para apenas duas apresentações no Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch

Nos dias 18 e 19 de julho, a atriz e cantora Flávia Santana sobe ao palco do Teatro Total Energies - Sala Adolpho Bloch para a comédia musical “Como a MPB acabou com minha vida amorosa". Acompanhada por músicos, a artista costura histórias reais, misturando memórias pessoais com a dramaturgia da diretora e roteirista Renata Mizrahi, questionando as narrativas intensas, obsessivas e melancólicas da MPB que antes eram vistas como o ápice do romantismo. 

Cada verso de Cazuza, Caetano Veloso, Kid Abelha ou Marisa Monte se transforma em espelho, conselho e armadilha. A personagem revisita suas histórias de amor sob a trilha sonora de uma MPB que, ao mesmo tempo que consola, também idealiza. “Lembro que tinha brigado com um namorado da escola e ficava sentada na porta da casa dele às sete da manhã, pensando em fazer tudo o que a música da Calcanhotto falava”, diverte-se Flávia. “De certa forma, essas canções ensinaram a viver o amor com uma profundidade quase impossível, criando expectativas amorosas irreais e, hoje, consideradas tóxicas.”

O espetáculo mistura música, humor e confissão, transformando a dor e a desilusão em arte e catarse. Mais do que um desabafo pessoal, o monólogo é uma declaração de amor à própria MPB e à capacidade que a arte tem de nos afetar profundamente — até o ponto de confundirmos a canção com a vida.

Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch

Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Burle Marx, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da cultura brasileira. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé assumiu a missão de devolver à cidade esse ícone cultural, agora ainda mais moderno e plural.

Graças à genialidade de Niemeyer, que concebeu um palco reversível, tornou-se possível, inclusive durante o período desafiador da pandemia, realizar espetáculos e eventos tanto na área interna quanto na externa, ao ar livre, ou mesmo em ambos os espaços simultaneamente, em formato arena. Essa versatilidade proporciona aos artistas, produtores, cariocas e turistas múltiplas formas de criar, vivenciar e consumir arte e entretenimento.

Único teatro da cidade do Rio de Janeiro com um palco reversível, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch permite que o público se acomode também no jardim externo do espaço. Em 2021, o local foi adaptado para o formato arena, com capacidade para 359 lugares na área interna e 120 na externa, além de um palco de 140m², equipado com infraestrutura técnica de alto padrão.

O espaço abriga ainda um centro de convivência, cinco salas de ensaio (projetadas para receber diversas produções simultaneamente) e o bistrô Bettina Café & Arte. A programação valoriza a diversidade cultural e prioriza um entretenimento plural, pensado para públicos de todas as idades e estilos. Desde sua reabertura, já foram realizadas mais de 1000 apresentações, reunindo uma plateia de mais de 400.000  pessoas.

Serviço: Como a MPB acabou com a minha vida amorosa

18 e 19 de julho

Dias e horários: Sábado: às 20h e Domingo: às 18h

Vendas: https://www.ingresso.com/evento/como-a-mpb-acabou-com-a-minha-vida-amorosa/informacoes 

Valores:

Plateia Central: R$150 (inteira) | R$75 (meia)

Plateia Lateral: R$50 (inteira) | R$25 (meia)

Duração: 80 minutos

Classificação: 14 anos

Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch - Rua do Russel, 804 - Glória

'O Baterista', com Antônio Fragoso, segue em cartaz no Teatro Contemporâneo, em Botafogo


Todas as sextas-feiras de julho, às 20h, o Teatro Contemporâneo, em Botafogo, recebe o espetáculo "O Baterista", uma comédia que mistura música ao vivo, humor e emoção em uma narrativa envolvente sobre recomeços e superação.

Na trama, um baterista recém-divorciado volta a morar na casa do pai e decide dar aulas de bateria. No entanto, ao esquecer o dia da primeira aula, é surpreendido por uma plateia de alunos à sua espera. A partir desse encontro, ele transforma a aula em uma divertida viagem pela história da bateria, compartilhando curiosidades sobre o instrumento, histórias da música e reflexões sobre a vida, sempre com muito bom humor.

Com texto de Celso Taddei, atuação de Antônio Fragoso e direção de Diego Molina, o espetáculo tem duração de 60 minutos e classificação livre. A temporada segue até o dia 31 de julho, com apresentações sempre às sextas-feiras, às 20h, na Cia. de Teatro Contemporâneo, localizada na Rua Conde de Irajá, 253, em Botafogo.

Uma excelente opção para quem aprecia teatro, música e boas histórias, "O Baterista" promete divertir o público enquanto presta uma homenagem ao instrumento que marca o ritmo de diferentes estilos musicais e emociona gerações.

O BATERISTA com Antônio Fragoso

Local: no Teatro Contemporâneo

DIAS 17, 24 E 31 DE JULHO ÀS 21h

R$ 90,00

Inteira - 90 reais

meiactc - o ingresso passa para 45 reais

amigoctc - o ingresso passa para 30 reais

FICHA TÉCNICA

Texto: Celso Taddei

Atuação: Antônio Fragoso

Direção: Diego Molina

Diretor assistente: Alexandre Regis

Cenografia: Diego Molina e Patrícia Muniz

Direção musical: Marcio Lomiranda e Pedro Coelho

Iluminação: Anderson Ratto

Figurino: Patrícia Muniz

Programação visual: Daniel de Jesus

Fotografia: Caique Cunha

Filmagem: Bernardo Palmeiro

Direção de Produção: Botão Cultural

Produção: Antônio Fragoso e Celso Taddei

Realização: Levante42


MONÓLOGO MUSICAL REÚNE QUATRO CRAQUES DO HUMOR

A peça “O baterista” – que reúne Celso Taddei, Antônio Fragoso, Diego Molina e Alexandre Regis – estreiou em março de 2020 no Teatro Poeira, em Botafogo

O que têm em comum Robertinho Silva, João Barone e Igor Cavalera? Com certeza, todos enfrentaram problemas com os vizinhos reclamando de barulho. Afinal de contas, todos têm em comum a bateria como instrumento, ferramenta de trabalho e meio de expressão. Também têm “um pouco de torneiro mecânico, funileiro e mestre de obra", como diz o texto de Celso Taddei no monólogo “O baterista”.

O espetáculo foi idealizado pelo autor Celso Taddei, ex-roteirista do “Zorra”, programa da TV Globo, e demorou dois anos para ser montado. Taddei reuniu outros três craques do humor com os quais trabalhou no programa: o roteirista Diego Molina, que assumiu a direção da peça; e os atores Antônio Fragoso – que divide a produção com o autor e é “o baterista”, único ator em cena – e Alexandre Regis, que faz a assistência de direção.

Desse encontro, saiu do papel uma reflexão filosófica feita por um baterista que liga seu instrumento a toda mecânica da vida. E por que filosofar – com humor – utilizando a música, o ritmo, as batidas de uma bateria? Para o autor Celso Taddei – um apaixonado por música que toca mal vários instrumentos –, a bateria é um instrumento “dramaturgicamente interessante e complexo por causa de seu tamanho e porque faz muito barulho”. Além do mais, Taddei acha curioso o envolvimento de uma pessoa, durante toda a vida, com um instrumento; sobretudo quando se trata de um baterista, aquele que é “sempre o primeiro a chegar e o último a sair do estúdio”. Essa característica solitária dos bateristas é, de cara, um ótimo gancho para um monólogo.

Foi com todas essas ideias na cabeça, mais o amor pela música e a inspiração de autores como Tchekov e Patrick Süskind que Taddei resolveu esmiuçar o pensamento de um baterista louco por seu instrumento, com o qual tem um “relacionamento quase neurótico”. Assim, ele escreveu “O baterista”, que serviu, na medida, para o talento do ator Antônio Fragoso, com quem divide a produção do espetáculo, que não conta com patrocínio.

Para Fragoso, foi fácil entrar no personagem. Nos anos 1980, em Brasília, quando morava na mesma quadra de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e Dado Villa-Lobos, ele fez parte de duas bandas de rock: Os Sociais, que montou com Pedro Ribeiro (irmão do Bi, dos Paralamas) e Fernando Bola, e Escola de Escândalo. Foi Pedro Ribeiro, aliás, que incentivou Antônio Fragoso a assumir a bateria, uma vez que ele já tocava tarol na banda marcial do Colégio Marista.

A direção é de Diego Molina, um dos roteiristas do “Zorra”, o que possibilita um ótimo entrosamento na equipe: “a gente já sabe como o outro funciona melhor, os maneirismos do ator, o ator já conhece o tipo de texto e de direção”. Tudo na intenção de “deixar tudo mais lúdico”, como ele explica. O diretor usa a expressão “partiturando” para se referir a seu modo de trabalhar, em que cada gesto é estudado, e nada é gratuito.

A trilha sonora, aliás, foi escolhida com cuidado, com alguns standards do início do ragtime, contextualizando a história da formação da bateria. “Preferi os clássicos para ajudar as pessoas a se situarem. Cada música foi escolhida como símbolo de determinada época, de determinada banda”, explica o autor Celso Taddei. Por isso, ele acha que o espetáculo ficou “divertido de ver e ouvir”. No repertório, há pot-pourri de canções dos Beatles e muito rock’n’roll: de Bill Haley a Led Zeppelin, passando por The Who, Cream, Sex Pistols, Black Sabbath, The Police e Nirvana. Bandas brasileiras – como Titãs e Paralamas do Sucesso – também marcam presença na trilha de “O baterista”.

O ESPETÁCULO

“O baterista” é uma comédia dramática musical escrita pelo dramaturgo e roteirista Celso Taddei (que foi roteirista-final do programa “Zorra”, da Rede Globo e autor do musical “Apesar de você”), com Antônio Fragoso no elenco (ator de peças como “Se meu apartamento falasse” e “Obsessão) e dirigida por Diego Molina (diretor de “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola” e “Ela é meu marido”) e Alexandre Regis (diretor de “Buraco da Lacraia Dance Show” e “Nós da fita”).

A história se passa durante uma aula de bateria ministrada por um músico excêntrico, que  vive um relacionamento afetivo em crise. Ele é obrigado a encarar uma aula repleta de alunos exigentes pouco tempo depois de se separar da mulher. Com a cabeça na lua, ele se esquece da aula e se surpreende com a quantidade de pessoas que aparece na sua garagem – sua sala de aula improvisada. Mas o dia não vai ser fácil: sua bateria está completamente desmontada; e o lugar, todo bagunçado.

Durante a aula, o baterista organiza as coisas, ao mesmo tempo em que se vê às voltas com a ex-mulher, com quem troca diversas mensagens nas redes sociais. Como ainda é apaixonado por ela, o baterista transborda todas as suas emoções diante dos alunos, usando seu instrumento musical para expurgar suas desventuras e decepções, em cenas ora divertidas, ora comoventes.

O público acompanha a história da bateria – esse instrumento fascinante! – contada pelo músico, desde a percussão dos homens das cavernas até o rock’n’roll, passando por vários estilos como jazz, bebop, folk, blues, entre outros ritmos. Para ilustrar melhor sua aula, o baterista executa seu instrumento para tocar músicas de bandas e artistas famosos.

Ágil e divertido, o texto inédito de Celso Taddei também fala da relação do baterista com os outros músicos de uma banda, que muitas vezes deixam de valorizá-lo por considerá-lo um tipo inferior de músico, já que trabalha com percussão, e não com harmonia propriamente dita. Assim, o espetáculo faz um paralelo entre o preconceito que muitas vezes a música não erudita/não europeia tem com músicas consideradas “periféricas”, vindas da África e do Oriente. A bateria representa, na verdade, uma junção de diversas influências, de diversos lugares do planeta, a ponto de hoje ser um elemento fundamental na nossa cultura.

A peça toma como inspiração dois monólogos clássicos – “O contrabaixo”, de Patrick Süskind, e “Os malefícios do cigarro”, de Anton Tcheckhov – para criar um texto original e voltado para o público brasileiro, de todas as idades.

“O baterista” é o resultado da união de quatro artistas – Celso Taddei, Antônio Fragoso, Diego Molina e Alexandre Regis – que há anos vêm desenvolvendo trabalhos juntos no meio audiovisual e que agora constroem um espetáculo inteiramente artesanal; com grande pesquisa estética, musical e artística; e comprometido com o público.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Teatros Riachuelo e TotalEnergies recebem o 2º Festival de Teatro do Rio com mostra inédita

Em Neon: quinta-feira, 16 de julho de 2026


De 29 de julho a 16 de agosto, a mostra ‘Nova Cena’ ocupa os palcos com espetáculos da nova geração carioca, debates e oficinas produzidos pela Aventura

A segunda edição do Festival de Teatro do Rio contará com uma grande novidade: a mostra inédita Nova Cena, que vai trazer quatro espetáculos e um trabalho ainda em fase de criação para o público do evento. As montagens vem se unir à programação já anunciada pelo Festival em maio, com espetáculos como ‘(Um) Ensaio Sobre a Cegueira’, do Grupo Galpão, ‘Fim de Partida’, com Marco Nanini, e ‘Balada da Louca’, com Lília Cabral.

Produzido pela Aventura, de Aniela Jordan e Luiz Calainho, e com curadoria e direção geral de Maria Siman, o Festival ocupará os teatros Riachuelo e TotalEnergies de 29 de julho a 16 de agosto.

O eixo Nova Cena acontecerá na Sala Nova Cena, no Teatro TotalEnergies, em um espaço intimista idealizado especialmente para o evento. A ideia é trazer grupos e artistas em ascensão, além de apostas em jovens talentos emergentes da cena. 

A proposta é trazer  jovens artistas e criadores que estão renovando a linguagem e despontando na cena teatral. Queremos abrir uma janela para a vitalidade, a diversidade e a reinvenção constante do nosso teatro’, explica Maria Siman.

Entre os espetáculos selecionados, estão ‘O Dinossauro de Plástico’, estrelado por Rafael Saraiva e com direção de Barbara Duvivier, ‘Aqueles que Deixam Omelas', com João Pedro Zappa, ‘1 Peça Cansada’, com Natasha Corbelino, e ‘Na Quinta Dor’, com Dora de Assis. Com direção de Stella Rabello e texto de Bernardo Coimbra e João Miller, ‘O Buraco’ vai abrir o seu processo criativo e mostrar um ensaio aberto antes da estreia  com entrada gratuita.

"Ficamos muito felizes com o sucesso do Festival ano passado. Não somente com os espetáculos lotados, mas também com todo o interesse e os debates com nossas ações formativas, com uma plateia diversa e atenta. A ideia com o Festival é mesmo mobilizar a cena teatral carioca, fomentar a produção e também dar uma contribuição na formação de novas plateias’, comenta a diretora artística Aniela Jordan.

Sobre o 2º Festival de Teatro do Rio

Anunciada em maio, a programação do Festival seguirá com a proposta inicial do evento: apresentar montagens que impactaram a cena teatral no ano anterior, mas também fomentar e fortalecer o setor, além de debater a formação de novas plateias e novos profissionais. Todas as ações formativas (batizadas aqui de Palco 360, com debates, encontros e oficinas) serão anunciadas em breve.

Nos palcos, o público poderá conferir a estreia carioca de ‘Balada da Louca’, solo em que Lilia Cabral revive Rita Lee e cuja temporada de estreia foi totalmente esgotada em São Paulo. É o mesmo caso de ‘Fim de Partida’, que chega ao Rio após vender todos os ingressos em São Paulo, além de colher elogios da crítica especializada por este trabalho em que Marco Nanini é dirigido por Rodrigo Portella e divide o palco com Guilherme Weber, Ary França e Helena Ignez.

Os espectadores também terão a chance de rever espetáculos que tiveram concorridas temporadas por aqui, como ‘O Motociclista no Globo da Morte’, que rendeu diversos prêmios para Eduardo Moscovis, ‘Mulher em Fuga’, com Malu Galli  e Tiago Martelli, e ‘Deserto’, com direção de Luiz Felipe Reis.

2º FESTIVAL DE TEATRO DO RIO

Espetáculos:


(Um) Ensaio sobre a Cegueira’
– com o Grupo Galpão. Direção de Rodrigo Portella.

Dias 29 (abertura), 30 e 31 de julho (quarta, quinta e sexta), às 20h

Teatro Riachuelo

‘Como um Palhaço’

Dias 30 e 31 de julho, às 20h (quinta e sexta)

Teatro TotalEnergies

‘Um Sim à Vida’

Dia 1 de agosto (sábado), às 20h

Teatro Riachuelo

‘Ideias para Adiar o Fim do Mundo’

Dia 2 de agosto (domingo), às 18h

Teatro TotalEnergies


‘Negra Palavra: Poesia do Samba’

Dia 1 de agosto (sábado), às 20h

Teatro TotalEnergies

‘A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe’

Dia 2 de agosto (domingo), às 19h

Teatro Riachuelo

Foto: Miro

‘Rita Lee - Balada da Louca’

Dias 4 e 5 de agosto (terça e quarta), às 20h

Teatro Riachuelo

‘Meu Corpo Está Aqui’

Dia 4 de agosto (terça), às 20h

Teatro TotalEnergies


‘O Motociclista no Globo da Morte’

Dias 5 e 6 de agosto (quarta e quinta), às 20h

Teatro TotalEnergies

Foto: João Pacca

‘Mulher em Fuga’

Dia 7 de agosto (sexta), às 20h

Teatro Riachuelo


‘Histórias do Porchat’

Dia 8 de agosto (sábado), às 18h e 20h30

Teatro Riachuelo

‘A Pediatra’

Dia 9 de agosto (domingo), às 18h

Teatro Riachuelo

‘Deserto’

Dias 8 e 9 de agosto (sexta e sábado), às 20h

Teatro TotalEnergies


‘Fim de Partida’

De 13 a 16 de agosto (quinta a sábado, às 20h. Domingo, 18h)

Teatro TotalEnergies

Mostra Nova Cena – No Teatro TotalEnergies – Sala Nova Cena

‘Na Quinta Dor’

1 de agosto (sábado), às 20h30

‘O Dinossauro de Plástico’

8 de agosto (sábado), às 20h30

‘Aqueles que Deixam Omelas’

9 de agosto (domingo), às 18h30


‘O Buraco’

13 e 14 de agosto (quinta e sexta), às 20h30

*Espetáculo gratuito, ingressos liberados às 18h30 do dia da apresentação.

‘1 Peça Cansada’

15 de agosto (sábado), às 18h30 e 20h30

Mais informações em: https://festivaldeteatrodorio.com.br/ 

Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch

Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Burle Marx, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da cultura brasileira. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé assumiu a missão de devolver à cidade esse ícone cultural, agora ainda mais moderno e plural.

Graças à genialidade de Niemeyer, que concebeu um palco reversível, tornou-se possível, inclusive durante o período desafiador da pandemia, realizar espetáculos e eventos tanto na área interna quanto na externa, ao ar livre, ou mesmo em ambos os espaços simultaneamente, em formato arena. Essa versatilidade proporciona aos artistas, produtores, cariocas e turistas múltiplas formas de criar, vivenciar e consumir arte e entretenimento.

Único teatro da cidade do Rio de Janeiro com um palco reversível, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch permite que o público se acomode também no jardim externo do espaço. Em 2021, o local foi adaptado para o formato arena, com capacidade para 359 lugares na área interna e 120 na externa, além de um palco de 140m², equipado com infraestrutura técnica de alto padrão.

O espaço abriga ainda um centro de convivência, cinco salas de ensaio (projetadas para receber diversas produções simultaneamente) e o bistrô Bettina Café & Arte. A programação valoriza a diversidade cultural e prioriza um entretenimento plural, pensado para públicos de todas as idades e estilos. Desde sua reabertura, já foram realizadas mais de 1000 apresentações, reunindo uma plateia de mais de 400.000  pessoas.

Teatro Riachuelo Rio

O prédio, tombado como patrimônio histórico-cultural, é imponente e se destaca na Rua do Passeio, número 40, reunindo passado, presente e futuro em um só lugar. O ícone da belle époque brasileira ficou com as portas fechadas por dois anos até 2016, quando foi devolvido à população como Teatro Riachuelo Rio, sempre com uma programação plural e acessível. Desde então, foram realizadas diversas peças, musicais, concertos e shows. 

Com uma área de aproximadamente 3.500 m², o teatro oferece uma estrutura completa para seus frequentadores, incluindo foyer, salas de ensaio, escritórios, camarins, área externa e uma grande sala com plateia para 999 pessoas. Mais do que um espaço físico, o teatro representa um compromisso com a promoção da cultura e da arte em suas diversas formas. O espaço conta ainda como o Bettina, Café & Arte, que além de abrir como bomboniere para atender ao público do teatro, funciona também para café da manhã e almoço.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Montagem de 7 Gatinhos revisita Nelson Rodrigues a partir de uma forte presença trans em cena e nos bastidores

Em Neon: segunda-feira, 13 de julho de 2026


Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona e Viradas da Encruza encenam clássico; com Jup do Bairro integra a montagem que tem direção de Joana Medeiros

Fotos: Pedro Martins

Em cartaz no Teat(r)o Oficina Uzyna Uzona entre 20 de junho e 16 de agosto de 2026, a montagem de 7 Gatinhos propõe uma leitura contemporânea do clássico de Nelson Rodrigues a partir da presença expressiva de artistas trans em diferentes áreas da criação. Com direção de Joana Medeiros, o espetáculo mantém integralmente a dramaturgia original, mas desloca a ação para um cortiço do Bixiga (SP) e faz das discussões sobre gênero, corpo e patriarcado um dos seus principais campos de investigação.

Para o diretor de cena Gii Lisboa, revisitar Nelson Rodrigues hoje significa justamente confrontar sua obra com subjetividades historicamente excluídas dos palcos. “Ao mesmo tempo que Nelson se mostra muito atual, a gente tem que lembrar que também houve um tantão de montagens dele. Então como reatualizar e renovar Nelson? Nada como irmos ao encontro dele na integridade de nossas subjetividades dissidentes”, afirma o artista. Segundo ele, a presença trans não suaviza os conflitos da dramaturgia, mas potencializa sua dimensão crítica. “Aqui a gente tem total alinhamento da construção em cena desta violência para chegarmos à queda desse patriarca, à execução desta podridão de patriarcado. A presença trans indica também a força dessas dissidências na nossa luta cotidiana em sociedade para enterrar o patriarcado.”

As discussões sobre gênero atravessaram toda a construção do espetáculo. Gii destaca que a própria dramaturgia já aborda temas como o controle dos corpos femininos, a virgindade e as relações de poder dentro da família, mas que a montagem amplia essas questões a partir de experiências contemporâneas. Um dos exemplos está no personagem Silene, interpretado por Zizi Yndio do Brasil. “Na nossa montagem, a gente desvira Nelson apresentando uma Silene trans, que não tem útero e está grávida, e que se diz inclusive ‘até mais mulher’ que as irmãs. Em vez de retalhar a dramaturgia ou apagar suas contradições, respondemos com a própria presença em cena, lembrando ao público que existe mulher sem útero, sim.”

Gii Lisboa, que também faz o personagem Bordalo, ressalta que a presença de pessoas trans tensiona os próprios limites da representação teatral. “Se Nelson já chega com uma dramaturgia para escancarar a família, o ideal burguês e a misoginia, quando acrescentamos artistas trans à nossa montagem também escancaramos a estrutura dos binarismos e da cisgeneridade. Espatifamos o gênero.” Em cena, atores e atrizes interpretam personagens de diferentes identidades de gênero sem buscar uma correspondência naturalista. “O gênero não é impeditivo para se estar em cena. Todo atuante tem alguma possibilidade de encarnar aquelas figuras sem abrir mão do próprio corpo. A gente expande possibilidades.”

Essa perspectiva também alcança a linguagem audiovisual do espetáculo. Responsável por uma das câmeras que operam o cinema ao vivo característico do Teatro Oficina, Luz Barbosa destaca que a discussão sobre gênero atravessa o próprio olhar que constrói as imagens projetadas durante a peça. “A câmera nunca é neutra. Ela é uma ferramenta de poder e aponta para o que deve ser visto”, afirma.

Ao lado de uma segunda câmera e de uma operação de corte realizada ao vivo, Luz ajuda a construir imagens que comentam a ação dramática, ampliando relações de poder e produzindo novas leituras sobre os personagens. “Sobrepor Aracy em cena com uma projeção enorme de Noronha evidencia a relação de poder. Enquadrar Silene com uma auréola de luz beatifica a Silene travesti que traiu a expectativa de pureza aplicada ao feminino. Filmar Noronha do alto do terceiro andar, aos olhos de Deus, ou transformar Bibelot em um sex symbol também produz sentidos. O elenco contracena não só entre si, mas com essas telas preenchidas por intenções.”

Para Luz, a participação de artistas trans no processo não está ligada a uma lógica de inclusão simbólica, mas à potência crítica que essas vivências trazem para a discussão. “A presença de pessoas trans deve ser considerada em todos os processos. Em 2026, nos próximos e pagando a dívida dos anos anteriores. Já estamos em atraso.” Ele acrescenta: “Pessoas trans cruzaram fronteiras, passaram pela migração, negaram o gênero imposto. Isso amadurece a discussão. Não significa que pessoas trans sejam isentas de falhas, mas que precisam ter lugar na mesa se você não quiser discutir gênero de forma rasa.”

Ao colocar corpos trans no centro da cena e também nos mecanismos que constroem o olhar sobre ela, 7 Gatinhos transforma uma das obras mais conhecidas de Nelson Rodrigues em um campo de disputa sobre quem pode representar, narrar e ocupar determinados espaços. Sem alterar uma linha da dramaturgia, a montagem responde ao autor a partir da própria presença de artistas que desafiam as normas de gênero e ampliam as possibilidades de leitura de um clássico brasileiro.


Sinopse

Dona Aracy, a Gorda, e Seu Noronha, contínuo da Câmara dos Deputados, vivem num cortiço do Bixiga com suas cinco filhas. Entre silêncios, tapas, gritos e pequenas barganhas, o pai fecha os olhos para os rumos que cada uma toma, contanto que a engrenagem da casa continue girando.

Mas é a virgem Silene — guardada em um colégio interno como promessa de pureza e futuro — que desmancha o equilíbrio frágil da família. Seu retorno inesperado desencadeia tensões que transbordam os limites da casa, trazendo à tona todo mal cheiro e podridão que se escondiam nas frestas do cortiço.

O público está envolvido pelos habitantes desse cortiço, são testemunhas e cúmplices dos crimes, numa proximidade promíscua, ou no mínimo duvidosa.

No coração do Bixiga, uma família apodrece em um retrato fiel de uma sociedade inteira.


FICHA TÉCNICA

TEAT(R)O OFICINA UZYNA UZONA

VIRADAS DA ENCRUZA

Dramaturgia: Nelson Rodrigues

Direção: Joana Medeiros

Assessoria de direção: Ana Clara Cantanhede y Victor Rosa

Atuação: Ana Clara Cantanhede, Bianca Terraza, Gii Lisboa, Henrique Maria, Joana Medeiros, Larissa Silva, Marina Wisnik, Raphael Calheiros, Victor Rosa, Viviane Clara Gangá, Zizi Yndio do Brasil

Cantora do cortiço: Jup do Bairro

O Ponto: Artur Medeiros

Banda: Adriano Salhab, André Santana, Fefê Camilo, Victor Rosa

Direção Musical: Adriano Salhab y Viradas da Encruza

Sonoplastia: Adriano Salhab y Nine

Desenho e operação de som: Nine

Técnico de som: DJ Clevinho y Julia Ávila

Bateria Mirim do Vai-Vai

Diretor Musical do Vai-Vai: Danilo Alves

Direção de Cena: Gii Lisboa, Larissa Silva

Direção de Arte y Cenografia: Alex de Tata y Viradas da Encruza

Direção de Luz: Angel Taize

Operação de foco móvel: Adler Cristian, Afonso Costa, Felipe Soares, Victória Pedrosa

Direção de Comunicação: Zizi Yndio do Brasil

Assessoria de Comunicação: Ana Clara Cantanhede

Assessoria de Imprensa: Canal Aberto Comunicação

Fotografia: Pedro Martins

Desenho e Operação de vídeo: Diego Arvate

Câmera ao vivo: Aleph Antialeph, Lufe Bollini, Luz Barbosa

Camareira: Sellma Paiva

Contrarregras: Artur Medeiros, Rafael Castilho, Yan

Produção: Sônia Esper y Raphael Calheiros

Produção de Campo: João Estevão

Assessoria de produção: Victor Rosa, Zizi Yndio do Brasil

Produção Executiva e Administração Teat(r)o Oficina: Anderson Puchetti

Bilheteria: Artur Medeiros, João Estevão, Rafael Castilho, Sônia Esper

Figurino: Arianne Vitale y Casa de Acervo Oficina

Assessoria de Figurino: Mandy Justo

Objetos de cena: Arianne Vitale y Casa de Acervo Oficina

Maquiagem: Erica Gabriela y Zizi Yndio do Brasil

Bombeira: Amanda Aguiar

Conselheira-poeta: Camila Mota 

Conselheiros Poetas Cósmicos: Catherine Hirsch, Denise Assunção,Vera Valdez, Zé Celso Martinez Corrêa y Zuria

Apoio de Monique Gardenberg

FICHA TÉCNICA DA CASA DE ACERVO OFICINA

Gestão: A Arte da Direção de Cena

Consultoria de Preservação y Restauro do Acervo: Claudia Nunes

Diretor Executivo da Cia: Anderson Puchetti

Camareira Guardiã dos Figurinos: Cida Melo

Alessandra Cavaco, Elisete Jeremias, Bianca Terraza, Gii Lisboa, Fernanda Pappalardo, Isabela Porto, Mabel Ikeda Alves, Larissa Silva,  Thamires Marquês, Victor Rosa, Zizi Yndio do Brasil. 

APOIOS

Beale Bebidas, Casa de Acervo. Oficina, Centro de Memória do Circo, Cordeiro Lima, Dueto Produções, Mercadinho Monteiro, Mercado Condemerc, Piolin, Oplay Mercado, Sacolão Bela Vista, Start Clean Fa beleza, Fabio Araujo e Kazuo Ota

AGRADECIMENTOS

Aboud, Alex de Tata, Cafira Zoé, Camila Mota, Cesalpina, Cris Cordeiro, Cristiano Vieira de Lisboa, Dan Salas, Diego Monte, Fernanda Araújo, Giovanna Barros, Igor Marotti, Joel Carlos, Juraci Vieira, Lidia Lisboa, Marília Piraju, Marli dos Santos Lima, Monique Gardenberg, Vera Valdez, Verônica Tamaoki, Paloma Silva, Roseli Aparecida Ferreira de Oliveira, Saphirah, Vick Nefertiti e Water Mancini

SERVIÇO

7 GATINHOS

Duração: 150 minutos | Classificação: 16 anos

Temporada estendida:

Data: 20 de junho a 16 de agosto de 2026

Sextas e sábados, às 20h e domingos, às 19h*

Local: Teatro Oficina - Rua Jaceguai, 520 – Bixiga, São Paulo, SP

* Nas sextas dias 17, 24 e 31/7 não haverá sessões.

Ingressos vendidos pela Sympla, por lotes:

R$ 100 | R$ 50

ENXOVAL DE SILENE (ingresso de apoio ao espetáculo) - 150 reais 

Ingressos disponíveis enquanto durarem os estoques. 

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segunda-feira, 6 de julho de 2026

'A Moratória' chega à terceira temporada no Teatro Dulcina, um espaço Funarte

Em Neon: segunda-feira, 6 de julho de 2026


“A Moratória, de Jorge Andrade, fala da queda de um mundo e da dificuldade de aceitar o fim. Mais do que uma crise econômica, a peça expõe personagens que tentam adiar a perda, suspender o tempo e preservar identidades que já não se sustentam.” — Daniel Herz

O clássico “A Moratória”, de Jorge Andrade, chega à sua terceira temporada. Dessa vez, no Teatro Dulcina, no Centro do Rio de Janeiro, de 3 a 19 de julho de 2026, integrando a programação da Funarte. A montagem teatral – que já ocupou o Teatro dos 4 em março e a Casa de Cultura Laura Alvim em junho – é realizada pela ArKano Produções em parceria com a Cia. Churros de Polvo e tem ingressos a preços populares e propõe uma leitura contemporânea de um dos textos mais importantes da dramaturgia brasileira.

Com direção de Daniel Herz, o espetáculo reúne jovens atores da Cia. Churros de Polvo e aposta em um processo de imersão histórica sobre o ciclo do café. O projeto tem como proponente o produtor e diretor de produção Marcos Arzua, que convidou a Cia. Churros de Polvo e Daniel Herz para levar à cena o clássico do teatro brasileiro, propondo uma leitura contemporânea da obra.


Escrita nos anos 1950, a peça retrata o colapso de uma família tradicional diante da perda de status social e da incapacidade de adaptação a um mundo em transformação. Ao abordar a decadência das elites agrárias após a crise do café de 1929, o texto expõe tensões econômicas, afetivas e morais que ainda ecoam na sociedade brasileira.

O processo de criação do espetáculo começou com um intenso trabalho de contextualização e imersão histórica, ministrado por Marcos Arzua. Antes mesmo do início dos ensaios de cena, o elenco foi convidado a mergulhar no universo social, econômico e cultural que atravessa a obra de Jorge Andrade.

Como parte desse processo, os atores visitaram diferentes lugares ligados à história do café e à formação econômica do país. No Rio de Janeiro, o grupo esteve no Centro Cultural Banco do Brasil, edifício que já abrigou a antiga Bolsa de Valores, além de diversos pontos históricos da cidade. Entre os locais visitados estão também a Floresta da Tijuca e o Parque Lage, áreas que no século XIX sofreram intenso desmatamento para a plantação de café.

A pesquisa seguiu para o Vale do Café, com destaque para a cidade de Vassouras. O elenco visitou a Casa da Hera, importante patrimônio histórico da região e o único imóvel que mantém preservados seus interiores e mobiliário originais de época. O casarão terminou pertencendo a Eufrásia Teixeira Leite, cuja atuação foi fundamental para a preservação da memória ligada ao ciclo do café.

O espetáculo é interpretado por Aldrin Cordeiro, Ana Clara Winter, André Andrade, Bruno Jugend, Fernanda Sarriá, Marcela Garcia, Raphael Montenegro e Rebeca Souza. E, como escolha dramatúrgica da encenação, os personagens Lucília, Marcelo e a tia Elvira são interpretados em sistema de revezamento entre os integrantes da companhia, permitindo que diferentes presenças revelem novas camadas desses papéis ao longo da temporada.


SERVIÇO

A Moratória

Apoio: Funarte

Local: Teatro Dulcina (R. Alcindo Guanabara, 17, Condomínio do Edifício Teatro Regina, Centro, Rio de Janeiro/RJ )

Temporada: 3 a 19 de julho de 2026 (exceto em dias de jogo do Brasil na Copa)

Horários: Quintas, sextas e sábados, 19h | Domingos, 18h

Classificação: 12 anos

Ingressos:R$40,00 (inteira) e R$20,00 (meia)

Link para compra de ingresso: Carlos Eduardo Muniz Regis em Rio de Janeiro - Sympla


FICHA TÉCNICA

Texto: Jorge Andrade

Elenco: Aldrin Cordeiro, Ana Clara Winter, André Andrade, Bruno Jugend, Fernanda Sarriá, Marcela Garcia, Raphael Montenegro e Rebeca Souza @churrosdepolvo

Direção e Concepção: Daniel Herz

Direção de Movimento: Marcia Rubin

Direção de Produção: Marcos Arzua e Kadu Muniz – ArKano Produções

Produção Executiva: Kadu Muniz

Contextualização: Marcos Arzua

Assessor Teórico: Antonio Gilberto

Cenografia: José Dias

Iluminação: Aurélio de Simoni

Figurino: Wanderley Gomes

Direção Musical: Marcello H

Assistente de Direção: Lara Bereta

Operador de som: Júlia Nepomuceno

Operador de luz: Vitória Arruda

Cenotécnico: José Galdino (Pará)

Assistente de Cenografia: Talita Nascimento

Cinegrafia e Edição: Renato de Paula

Fotografia: Simone Kontraluz

Controller: Fabrício Castro de Carvalho

Contrarregragem: Edson Costa Rodrigues e João Vitor Rodrigues

Arte Visual: André Andrade

Designer Gráfico: Wellington Falcão

Mídias Sociais: Fernanda Sarriá

Assessoria de imprensa Natasha Stein 21 96969-0111

natasha@natashastein.com.br

@natashasteincomunicacao

segunda-feira, 22 de junho de 2026

2034 encerra temporada no dia 28 de junho, em SP

Em Neon: segunda-feira, 22 de junho de 2026


A peça se passa no ano de 2034 em um Brasil tomado pelo totalitarismo religioso liderado por um governo de extrema direita. Nele, Senado e Câmara aprovam uma nova Constituição com leis baseadas em uma interpretação da Bíblia, segundo líderes neopentecostais. Quando uma jovem é presa por cantar uma música tida como insurgente ao Regime, sua melhor amiga e uma advogada laica se unem para tentar livrá-la da pena mais severa.


Ficha Técnica:

Direção: Laerte Mello (@laertemello64)

Elenco: Carina Schafran (@carinaschafran), Julia Gaspar (@jugasppar) e Mariane Aguiar (@believeinastrology)

Iluminação: Gabriel Savino (@gabrielsavinoo)

Som: Anna Andrade (@anna.andradeee)

Bilheteria: Ana Bárbara (@4nabarbara)

Fotos: Becca Correia (@beccacorreia.ph), Daniel Guterres (@guterres.foto) e Olivier (@olivierfotografia)

Instagram: @2034teatro

Serviço:

Teatro Pequeno Ato –  R. Teodoro Baima, 78. Centro.

Última semana! Dias 27 e 28/06, 19h. R$60. 70min. 14 anos.

LINK  2034 em São Paulo - Sympla


quinta-feira, 18 de junho de 2026

Com direção de Daniel Herz, A Moratória ganha nova temporada até 28 de junho, em Ipanema

Em Neon: quinta-feira, 18 de junho de 2026


Clássico de Jorge Andrade ganha nova montagem dirigida por Daniel Herz no Teatro Laura Alvim. Com propositura do produtor Marcos Arzua, o espetáculo reúne jovens atores da Cia. Churros de Polvo e aposta em um processo de imersão histórica sobre o ciclo do café

Um dos textos mais emblemáticos da dramaturgia brasileira, A Moratória, de Jorge Andrade, ganha nova encenação sob a direção e concepção de Daniel Herz. Após uma curta temporada de estreia no Teatro dos 4, em março de 2026, com sucesso de público, a produção ficará em cartaz de 5 a 28 de junho, no Teatro Laura Alvim.

O espetáculo tem como proponente o produtor e diretor de produção Marcos Arzua, que convidou a Cia. Churros de Polvo e Daniel Herz para levar à cena o clássico do teatro brasileiro, propondo uma leitura contemporânea da obra.

“A Moratória, de Jorge Andrade, fala da queda de um mundo e da dificuldade de aceitar o fim. Mais do que uma crise econômica, a peça expõe personagens que tentam adiar a perda, suspender o tempo e preservar identidades que já não se sustentam.” — Daniel Herz

Escrita nos anos 1950, a peça retrata o colapso de uma família tradicional diante da perda de status social e da incapacidade de adaptação a um mundo em transformação. Ao abordar a decadência das elites agrárias após a crise do café de 1929, o texto expõe tensões econômicas, afetivas e morais que ainda ecoam na sociedade brasileira.




O processo de criação do espetáculo começou com um intenso trabalho de contextualização e imersão histórica, ministrado por Marcos Arzua. Antes mesmo do início dos ensaios de cena, o elenco foi convidado a mergulhar no universo social, econômico e cultural que atravessa a obra de Jorge Andrade.

Como parte desse processo, os atores visitaram diferentes lugares ligados à história do café e à formação econômica do país. No Rio de Janeiro, o grupo esteve no Centro Cultural Banco do Brasil, edifício que já abrigou a antiga Bolsa de Valores, além de diversos pontos históricos da cidade. Entre os locais visitados estão também a Floresta da Tijuca e o Parque Lage, áreas que no século XIX sofreram intenso desmatamento para a plantação de café.

A pesquisa seguiu para o Vale do Café, com destaque para a cidade de Vassouras. O elenco visitou a Casa da Hera, importante patrimônio histórico da região e o único imóvel que mantém preservados seus interiores e mobiliário originais de época. O casarão terminou pertencendo a Eufrásia Teixeira Leite, cuja atuação foi fundamental para a preservação da memória ligada ao ciclo do café.

O espetáculo é interpretado por Aldrin Cordeiro, Ana Clara Winter, André Andrade, Bruno Jugend, Fernanda Sarriá, Marcela Garcia, Raphael Montenegro e Rebeca Souza.

Como escolha dramatúrgica da encenação, os personagens Lucília, Marcelo e a tia Elvira são interpretados em sistema de revezamento entre os integrantes da companhia, permitindo que diferentes presenças revelem novas camadas desses papéis ao longo da temporada.


SERVIÇO

A Moratória

Temporada: 5 a 28 de junho - com apresentações às sextas e sábados, 20h, e domingos 19h (durante o mês de junho. Nos dias 13 e 19 de junho não haverá sessão em função dos jogos do Brasil na Copa_

Local: Teatro Laura Alvim – Av. Vieira Souto 176, Ipanema

Classificação indicativa: 12 anos.

Duração: 80 minutos.

Ingressos: R$50,00 meia R$25,00

FUNARJ - Ingressos Oficiais 


FICHA TÉCNICA

Texto: Jorge Andrade

Elenco: Aldrin Cordeiro, Ana Clara Winter, André Andrade, Bruno Jugend, Fernanda Sarriá, Marcela Garcia, Raphael Montenegro e Rebeca Souza

Direção e Concepção: Daniel Herz

Direção de Movimento: Marcia Rubin

Direção de Produção: Marcos Arzua e Kadu Muniz – ArKano Produções

Produção Executiva: Kadu Muniz

 Assessor Teórico: Antonio Gilberto

Cenografia: José Dias

Iluminação: Aurélio de Simoni

Figurino: Wanderley Gomes

Direção Musical: Marcello H

Assistente de Direção: Lara Bereta

Operador de som: Júlia Nepomuceno

Operador de luz: Vitória Arruda

Cenotécnico: José Galdino (Pará)

Assistente de Cenografia: Talita Nascimento

Cinegrafia e Edição: Renato de Paula

Controller: Fabrício Castro de Carvalho

Contrarregragem: Edson Costa Rodrigues e João Vitor Rodrigues

Arte Visual: André Andrade

Designer Gráfico: Wellington Falcão

Mídias Sociais: Fernanda Sarriá

Assessoria de imprensa Natasha Stein

segunda-feira, 15 de junho de 2026

Celso Frateschi e Zécarlos Machado, em Dois Papas em curta temporada no RJ

Em Neon: segunda-feira, 15 de junho de 2026


Vista por mais de 25 mil pessoas, Dois Papas chega ao Rio de Janeiro - em curta temporada no Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch - após passar por São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba. O espetáculo foi vencedor de Melhor Drama 2025 pelo Prêmio Arcanjo de Cultura e rendeu indicações ao Prêmio APCA de Melhor Ator aos seus protagonistas. Com direção de Munir Kanaan, a peça marca a primeira montagem internacional do texto de Anthony McCarten, também adaptado para o cinema em filme da Netflix, dirigido por Fernando Meirelles, com 4 indicações ao Oscar.

Sucesso de público e crítica, Dois Papas estreia no Rio de Janeiro na sexta-feira, 12 de junho, às 20h, no Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch. Com direção original de Munir Kanaan, a peça leva aos palcos o encontro entre dois líderes com visões de mundo opostas: o conservador Papa Bento XVI, interpretado por Zécarlos Machado, e o progressista argentino Cardeal Jorge Bergoglio - futuro Papa Francisco - vivido por Celso Frateschi.

O espetáculo foi vencedor de Melhor Drama 2025 pelo Prêmio Arcanjo de Cultura e os protagonistas foram indicados ao Prêmio APCA 2025, na categoria Melhor Ator. A peça marca a primeira montagem internacional do texto de Anthony McCarten, autor também do livro homônimo e do roteiro do filme da Netflix dirigido por Fernando Meirelles, indicado a quatro Globos de Ouro, cinco BAFTAs e três Oscars - incluindo o de Melhor Roteiro.

A história parte do momento em que Bergoglio viaja à Roma decidido a pedir sua aposentadoria. Para sua surpresa, é convocado a uma conversa pessoal com Bento XVI, que considera renunciar ao cargo diante das pressões enfrentadas pela Igreja. O que se segue é um diálogo carregado de tensão, respeito e humor, no qual visões antagônicas encontram espaço para escuta, conflito e transformação.

Além de Celso Frateschi e Zécarlos Machado, o espetáculo conta com vozes femininas que ficam a cargo das atrizes Carol Godoy e Eliana Guttman, intérpretes de fortes personagens próximas aos protagonistas: Irmã Sofia, freira idealista transformada pela ditadura argentina e pelos ensinamentos de Bergoglio, e Irmã Brigitta, uma mulher rígida, editora de livros religiosos e amiga confidente de Bento XVI.

ESTREIA INTERNACIONAL E TRAJETÓRIA

Com estreia mundial em junho de 2019 no Royal & Derngate Theatre, na Inglaterra, a peça chegou ao Brasil em março de 2025, com produção da Gengibre Multimídia e da Zug Produções.

O espetáculo teve sua estreia nacional no SESC-SP, com sucesso de público e crítica, e foi convidado para inaugurar a Sala Nobre do Teatro Cultura Artística. Ainda na capital paulista, a peça chegou aos palcos do Itaú Cultural e BTG Pactual Hall, e também passou por outras capitais, como Porto Alegre, Belo Horizonte e Curitiba.

Elenco

Celso Frateschi – Cardeal Bergoglio

Zécarlos Machado – Papa Bento XVI

Carol Godoy – Irmã Sofia

Eliana Guttman – Irmã Brigitta

Participação em vídeo: Rafa Steinhauser

FICHA TÉCNICA:

Direção e Equipe Criativa Direção: Munir Kanaan.

Dramaturgia: Anthony McCarten.

Tradução: Rui Xavier. 

Diteror Assistente: Gustavo Trestini.

Trilha Sonora: Dan Maia.

Videomapping: André Grynwask e Pri Argoud.

Cenário: Eric Lenate.

Figurino: Carol Roz.

Iluminação: Beto Bruel.

Produção: Gengibre Multimídia, Zug Produções e Fomenta Consultoria.

Direção de Produção: Carol Godoy.

Coordenação de projeto: Fomenta Consultoria

Coordenação de produção local: Felipe Valle - Trupe Produções Artísticas.

Produção Executiva local: Juliana Trimer.

Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes.

Patrocínio: La Serenissima e 2S Inovações.

Apoio Cultural: Quality Digital e Eletromídia

SERVIÇOS:

DOIS PAPAS

LOCAL: Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch

Endereço: Rua do Russel, 804 - Glória, Rio de Janeiro - RJ.

Duração: 110 minutos.

Classificação: +14

Datas das apresentações: de 12 de junho ao dia 05 de julho de 2026.

Horário de Início do Espetáculo: Sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 17h.

Vendas AQUI

Não haverá apresentações nos dias 13 e 19 de junho por conta dos jogos do Brasil na Copa do Mundo.

RJ: Selva Solidão em curta temporada - até 26/06


Foto: Paulo Aragon

Após o fim da novela ‘Três Graças’, onde interpretou o personagem Vandilson, Vinícius Teixeira retorna aos palcos com o seu solo ‘Selva: solidão’. No monólogo, de autoria de Jefferson Almeida e do próprio ator, Vinicius dá a três personagens buscando provocar reflexões sobre a solidão LGBTQIAPN+. A produção é da A Marica Latina e faz temporada no Teatro Glaucio Gill, Copacabana (RJ), até 26 de junho, com sessões às quintas e sextas às 20h.

Sinopse: Jonathan, um atendente de fast food, Luiz Felipe, um garoto de programa e Antônio, um professor universitário aposentado, três homens gays que têm suas vidas cruzadas. Através dos desenvolvimentos de suas trajetórias e das relações que se estabelecem entre eles, “Selva: Solidão” convida o público a refletir sobre os efeitos de se crescer como uma pessoa LGBTQIAPN+ em um mundo heteronormativo, e sobre o constante sentimento de solidão presente na comunidade.

“Sinto que é de extrema importância colocar dramaturgias originais escritas e pensadas por pessoas LGBTQIAPN+ nos teatros, nos palcos, nos livros, enfim, em toda a parte! Sinto que estamos num momento, inclusive, em que as questões da nossa comunidade podem e precisam ser aprofundadas nesses projetos e discursos. Entendo que ainda vivemos em um país extremamente LGBTQIAPN+fóbico que, inclusive, é o país que mais mata pessoas LGBTQ+ por 14 anos seguidos e que, por isso, ainda são necessários projetos que falem sobre as descobertas relacionadas a sexualidade e as questões de gênero. Mas percebo que existe, também, uma necessidade de cavar mais fundo e falar sobre todas as complexidades das vivências de pessoas da comunidade como solidão, etarismo, afeto, relação com o corpo, sexo, ansiedade, depressão, abandono, abuso de drogas e muitas outras. Ainda percebo muita dificuldade de viabilizar esse tipo de projeto, visto que muitas empresas não quererem se associar a projetos que tratem de questões relacionadas a comunidade LGBTQIAPN+, por isso também costumo sempre dizer que é de extrema importância que as pessoas da comunidade ocupem os teatros, divulguem essas produções e contribuam para que elas continuem existindo. Tanto para que possamos ver cada vez mais produções com essas temáticas criadas por nós mesmos acontecendo, quanto para que as questões levadas a cena possam ser pensadas por mais pessoas e que, assim, possamos criar um novo imaginário coletivo e uma comunidade com práticas mais saudáveis e acolhedoras”, ressalta o ator sobre a importância de trazer a luz história como as de ‘Selva: solidão’.

Os ingressos para a temporada de ‘Selva: Solidão’ podem ser adquiridos AQUI 

 

SP: Roberto Cordovani traz o espetáculo ‘Olhares de Perfil (O Mito Greta Garbo)’, com temporada até 21 de junho


Foto: Marisa Pereirinha

O ator e diretor Roberto Cordovani traz o espetáculo ‘Olhares de Perfil (O Mito Greta Garbo)’, com temporada até 21 de junho, ao Teatro Paiol Cultural, Vila Buarque (SP). A peça, de Roberto Cordovani e Alejandra Guibert, teve início em março de 1987 e já percorreu 300 cidades do exterior em nove países da Europa. A produção, que no Brasil foi encenado pela primeira vez no Auditório Augusta e posteriormente encerrou temporada no Teatro Municipal de São Paulo, em 1989, fala sobre um ator que interpreta a atriz Greta Garbo em uma casa noturna e começa a ser investigado por um fotógrafo que suspeita dele ser a própria famosa, desaparecida em 1939. Além de Roberto, a peça conta com os atores Ruben Gabira e Custódio Jr.

Sinopse: Em 1940, no mesmo período em que é indicada pela segunda vez ao Oscar pela comédia 'Ninotchka', a atriz Greta Garbo desaparece dos olhos da mídia e dos poderosos da produtora de filmes Metro-Goldwyn-Mayer. Paralelamente a isso, um ator, vivido por Roberto Cordovani, faz numa casa noturna apresentações como a artista, porém de uma maneira como Hollywood nunca a descreveu ou autorizou fazer. Durante esse tempo desaparecida, surgem especulações sobre Garbo ser, na verdade, um homem e que estava servindo ao exército durante a Segunda Guerra Mundial. Numa noite, enquanto fazia papéis mais ambíguos da atriz, um fotógrafo freelancer (Custódio Jr) começa a fotografar a apresentação e suspeita que o ator seja a própria Garbo. Durante o espetáculo, um jogo de imagens e intenções, o fotógrafo e o Crossdresser (Ruben Gabira) amigo do ator e que também suspeita dele ser Garbo vão entrando, junto ao público, numa temática de possibilidades para tentar descobrir se Greta é ou não esse ator.

“O que eu guardo dela é a sua masculinidade. É paradoxal, mas ao interpretar Greta Garbo eu aprendi que ser masculino também pode ser feminino, porque na delicadeza ou na fragilidade, às vezes está a força. É paradoxal, né? Então ela, para mim, é um exemplo de masculinidade no corpo de um ser andrógeno. É um espetáculo que fala sobre androgenia. O que é mais marcante é essa Garbo homem-mulher, reservada, ativista político de esquerda, que quis realmente fazer muito pela humanidade, em termos de liberdade de expressão, de opção política. Ela foi perseguida por ser comunista, por ser homossexual, por ser livre, por ser uma mulher atemporal. Para mim, isso é o que mais me empolga e por isso que é um espetáculo de 'hoje', não tem nada de ficção. Eu digo de hoje porque todo mundo vai se identificar”, diz Cordovani sobre a proposta do espetáculo.

As sessões acontecem aos sábados (21h) e domingos (19h30). Ingressos AQUI 

 

Teatro TotalEnergies recebe o espetáculo “Escafandristas cantam Buarque” no dia 18 de junho


No dia 18 de junho, o grupo Escafandristas chega ao Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch para uma apresentação especial. O quarteto, recém-formado com o único objetivo de celebrar a vasta obra de Chico Buarque, traz o espetáculo “Escafandristas cantam Buarque”, um convite para celebrar um dos grandes nomes da MPB.

Formado em 2024 por Alice Passos (voz, flauta, violão e percussão), Luisa Lacerda (voz e violão), Renato Frazão (voz e baixo) e Thiago Amud (voz e violão), o grupo traz integrantes que encontraram a sua própria maneira de ser. O trabalho é, ao mesmo tempo, autoral e popular, sofisticado e generoso com quem ouve, cômico e poético, cínico e apaixonado.

Os Escafandristas não fazem só mais uma entre tantas homenagens a Chico Buarque. Eles vão além: canções pouco conhecidas soam como grandes sucessos, enquanto os grandes sucessos parecem inéditos. É como se tivessem adentrado algum cômodo escondido da alma buarqueana para revelar novos tesouros, como se não bastassem os que já tinham em mãos. A turnê nacional dos Escafandristas é um trabalho intimista, mas destinado a grandes plateias. Merece ser vivido, compartilhado e desfrutado, como se algo muito familiar nos estivesse sendo apresentado pela primeira vez — o que tem sido atestado por todos que já assistiram ao show. Inclusive o próprio Chico.

Sobre Escafandristas por Gregório Duvivier:

Há quem considere o popular e o erudito como retas paralelas: só se encontram no infinito. Quem acredita nisso nunca veio ao Brasil. Por aqui, nossa música vive nessa encruzilhada impossível: aqui a filosofia faz esquina com o assobio. Quem melhor entendeu o espírito do país fez isso cantando samba. "Só é possível filosofar em alemão", disse um filósofo que nunca ouviu Chico Buarque cantando o "Tempo e o Artista". Oswald de Andrade sonhou há cem anos atrás: "a massa ainda há de comer o biscoito fino que fabrico." Seu sonho não se realizou. Ainda. A poesia, no Brasil, nunca ganhou estádios, como aconteceu na Rússia. Ou melhor, conseguiu, mas através da música. A canção popular, essa sim, conseguiu realizar o sonho oswaldiano. E Chico Buarque mora no encontro das paralelas: erigiu uma obra nessa encruzilhada. Francisco Buarque de Hollanda fez oitenta anos. Se o artista não fosse avesso a homenagens e celebrações, teria sido feriado nacional. As festas aconteceram sem a presença do artista: no bip bip vararam (varamos!) a madrugada tocando e cantando seis horas de sucessos ininterruptos do Chico- sem repetir nenhuma música. Não foi o bastante. Faltava alguma coisa. Faltava isso: os Escafandristas, grupo recém-formado com o único objetivo de celebrar a vasta obra de Chico Buarque. A banda reúne quatro dos nomes mais interessantes da nova música brasileira: Thiago Amud, Renato Frazão, Luisa Lacerda e Alice Passos. Cada um encontrou a sua maneira de ser ao mesmo tempo autoral e popular, sofisticado e generoso com quem ouve, cômico e poético, cínico e apaixonado. Como Chico Buarque. Afinal Chico não está sozinho nessa encruzilhada do transcendente e do imanente sob a forma da canção. Deixou uma legião de filhos e netos, compositores e letristas que acreditam que a melodia sinuosa é compatível com a palavra cantada e usam a canção pra contar histórias e fundar mundos. Amud, Frazão, Lacerda e Passos, para além de cantores e instrumentistas, são "cantautores"e, dos melhores que há. Produziram o que ouvi de melhor nos últimos anos no quesito letra e música trabalhando juntos, naquele casamento perfeito, como tem que ser. Aqui, no entanto, o quarteto não cantará suas próprias composições mas se dedicará exclusivamente a celebrar a vasta obra do seu maestro soberano - no caso, Chico. Tão vasta que me surpreenderam, no repertório, com músicas que nunca ouvi - eu que achei que tivesse exaurido Chico Buarque, e conhecesse até o lado B. Ledo engano. Chico não tem dois lados, mas trinta e sete. Os quatro provam que ainda há muitos mundos a se explorar dentro do universo buarquiano: fragmentos de cartas, mentiras, poemas, retratos, vestígios de estranha civilização. 

Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch

Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Burle Marx, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da cultura brasileira. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé assumiu a missão de devolver à cidade esse ícone cultural, agora ainda mais moderno e plural.

Graças à genialidade de Niemeyer, que concebeu um palco reversível, tornou-se possível, inclusive durante o período desafiador da pandemia, realizar espetáculos e eventos tanto na área interna quanto na externa, ao ar livre, ou mesmo em ambos os espaços simultaneamente, em formato arena. Essa versatilidade proporciona aos artistas, produtores, cariocas e turistas múltiplas formas de criar, vivenciar e consumir arte e entretenimento.

Único teatro da cidade do Rio de Janeiro com um palco reversível, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch permite que o público se acomode também no jardim externo do espaço. Em 2021, o local foi adaptado para o formato arena, com capacidade para 359 lugares na área interna e 120 na externa, além de um palco de 140m², equipado com infraestrutura técnica de alto padrão.

O espaço abriga ainda um centro de convivência, cinco salas de ensaio (projetadas para receber diversas produções simultaneamente) e o bistrô Bettina Café & Arte. A programação valoriza a diversidade cultural e prioriza um entretenimento plural, pensado para públicos de todas as idades e estilos. Desde sua reabertura, já foram realizadas mais de 1000 apresentações, reunindo uma plateia de mais de 400.000  pessoas.

Serviço:
Escafandristas cantam Buarque

18 de junho

Dias e horários: Quinta - feira: às 20h00 e às 22h00

Vendas: https://www.ingresso.com/espetaculos/escarfandristas 

Valores:


R$100 (inteira) | R$50 (meia)

Duração: 75 minutos

Classificação: 12 anos

Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch - Rua do Russel, 804 - Glória

terça-feira, 19 de maio de 2026

Suzy Brasil leva 'Uma Noite Horripilante' ao Teatro Riachuelo em única apresentação

Em Neon: terça-feira, 19 de maio de 2026


O show assustadoramente engraçado da Drag Queen apresenta personagens inéditos e conhecidos do público

Novo espetáculo de Suzy Brasil e seu criador Marcelo Souza, “Uma Noite Horripilante” chega ao Teatro Riachuelo, no Centro, para apenas uma apresentação no dia 27 de maio, quarta-feira, às 20h. O show de humor traz alguns personagens inéditos e outros já conhecidos do público tanto no humorístico LOL – Se rir já era, da Amazon Prime, no qual Suzy foi vice-campeã da terceira temporada do programa em 2023, como também da internet.  


O projeto é novo, mas a parceria não. Diogo Camargos, Claudio Tizo e Jonatan Fonseca, seus parceiros desde Bye Bye Bangu (2021), pelo qual ganhou o Prêmio PRIO do Humor 2023 de melhor performance no Rio de Janeiro, e no seu show atual Made in Brasil que roda o País desde o ano passado com casas lotadas, estão juntos nesta nova empreitada.

Com uma narrativa dinâmica e rápidas trocas de roupa, o público se surpreende e se diverte com Suzy Brasil, a criação mais famosa de Marcelo Souza, que nesta montagem interpreta seis personagens para contar a história de Branca de neve (só para adultos) e a sua saga para conseguir um beijo de um hétero verdadeiro.


O espetáculo começa com a velha contadora de histórias, que após contar suas histórias macabras, resolve aplacar os ânimos da plateia contando a história de uma linda princesa. Personagem já conhecido do público, a Branca de Neve alcoolizada de Marcelo Souza agora ganha novos contornos nesta peça, ao entrar num mundo encantado cuja guardiã é a grande Naja QUE PICA, personagem também já conhecida do público através do humorístico LOL da Amazon Prime.

Outros personagens que compões a peça é a pastora Gimilde, um disfarce da maléfica madrasta e Ivo Ativo, o príncipe encantado que se recusa a dar um beijo em Branca para despertá-la, além da própria Branca de Neve zumbi que, mesmo sem o beijo, desperta trezentos anos depois, uma mistura de princesa e garota do exorcista, outro personagem de Suzy no LOL.


Este é um espetáculo para todos os tipos de público — especialmente para quem aprecia humor, sátiras e contos de fadas. A nova produção apresenta uma proposta totalmente diferente de tudo o que os fãs de Suzy Brasil e Marcelo Souza já viram até hoje.


Ficha técnica:

Texto: Marcelo Souza e Diogo Camargos

Direção: Diogo Camargos

Produção: Claudio Tizo e Jonatan Fonseca

Figurinos: Samara Rios

Cenário e iluminação: Criação Coletiva

Trilha sonora:  Diogo Camargos 

Fotos: Douglas Jacó

Criação de arte: Thiago Ristow 

Assessoria de imprensa: Carlos Pinho

SERVIÇO:

Local: Teatro Riachuelo Rio - R. do Passeio, 38/40 - Centro, Rio de Janeiro - RJ

Dia e horário: 27 de maio, quarta-feira, às 20h

Ingressos: de R$ 50 a R$ 120, vendas no site https://www.ingresso.com/espetaculos/suzy-brasil-em-uma-noite-horripilante  

Classificação: 16 anos

Duração: 70 minutos

Rede social: https://www.instagram.com/suzybrasil/

Visita a Domicílio estreia no Teatro Sérgio Cardoso em coprodução Brasil-Argentina

Foto: Lina Sumizono

Sucesso do Festival de Curitiba, espetáculo faz temporada em São Paulo de 20 de maio a 25 de junho, na Sala Paschoal Carlos Magno, no mês da diversidade

O que você faria se encontrasse seu primeiro amor da adolescência 25 anos depois de forma inesperada? A situação surpreendente movimenta o espetáculo Visita a Domicílio, peça em coprodução internacional Brasil-Argentina que fez sua estreia nacional com sucesso de público e de crítica no 34º Festival de Curitiba, e agora chega a São Paulo, onde cumpre temporada no Teatro Sérgio Cardoso, equipamento da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerido pela Associação Paulista dos Amigos da Arte (APAA), às quartas e quintas, às 19h, de 20 de maio a 25 de junho, ficando em cartaz no mês da diversidade, com ingressos na Sympla.

O ator argentino Juan Tellategui e o ator brasileiro Cícero de Andrade protagonizam o texto inédito do argentino Alberto Romero, dirigido pelos brasileiros Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado. No time criativo, a obra ainda tem direção de movimento de Zuba Janaina, cenografia e figurino de Kleber Montanheiro, iluminação de Nicolas Manfredini, sonoplastia de Eder Sousa, produção executiva de Fabio Camara e assistência de direção de Julia Zann e Luiza Carvalho. A realização é das produtoras Arcanjo e 4Ever, em coprodução com Lugibi e Mosaico e coprodução internacional associada da Mundo Giras. A tradução do texto original Tu Hipocampo y Mi Caballito de Mar, de Alberto Romero, é de Juan Tellategui, com adaptação dramatúrgica de Miguel Arcanjo Prado.

Visita a Domicílio é uma sensível comédia dramática sobre um amor entre dois homens que foi interrompido bruscamente durante a adolescência. Por um acaso do destino, 25 anos depois, Gabo (Juan Tellategui) e Fernando (Cícero de Andrade) ganham a chance de acertar as contas com o passado. A história se passa em um apartamento da icônica Avenida Corrientes, no centro de Buenos Aires, capital da Argentina.

Foto: Rafa Marques

Idealizador do projeto, o ator Juan Tellategui comemora 30 anos de carreira com o espetáculo, no qual interpreta Gabo: "Celebrar 30 anos de carreira com Visita a Domicílio é consolidar uma travessia que começou em Buenos Aires e floresceu em São Paulo, onde vivo há 15 anos. Metade da minha trajetória foi construída no Brasil. Um personagem tão rico como o Gabo confirma o meu desejo de manter e estimular essa ponte cultural entre os dois países. A peça traz um recado forte que sempre precisamos lembrar: o preconceito não destrói o amor. Fazer esta peça agora significa compartilhar com o público o meu momento de maior liberdade criativa e maturidade no palco, conectado com tudo o que aprendi nesta caminhada de três décadas."

O ator Cícero de Andrade comemora 20 anos de carreira com Visita a Domicílio, na qual dá vida a Fernando. Ele reforça a importância do espetáculo. “Em tempos em que tantas narrativas e identidades ainda correm o risco de serem apagadas, colocar essa história em cena é um gesto de presença e de resistência. Celebrar meus 20 anos de carreira interpretando Fernando não  é apenas significativo, mas também profundamente simbólico”, afirma. 

A proposta cênica bebe de fontes como a telenovela, a comédia e o drama, além de recriar a atmosfera do centro portenho. Para os diretores Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado, a peça mostra que histórias mal resolvidas atravessam o tempo. “São situações que, por não terem sido elaboradas ou encerradas, acabam influenciando escolhas, relações e caminhos, podendo desviar completamente o curso de uma vida. A peça convida o público a olhar para esses atravessamentos, para aquilo que fica em aberto, e a refletir sobre o impacto silencioso que essas questões podem ter ao longo do tempo”, diz o encenador Zé Guilherme Bueno. “Visita a Domicílio vem para tocar profundamente o coração do público. Traz um amor que o preconceito ao redor tentou destruir, mas que ganha uma chance de ser revivido e, quem sabe, resolvido”, complementa Miguel Arcanjo Prado. 

O dramaturgo argentino Alberto Romero define como “uma honra” ter seu primeiro texto encenado no Brasil e lembra que a peça mostra que todos merecem ser felizes no amor. “Muitas pessoas da comunidade LGBT+ não tiveram a chance de viver um primeiro amor em sua adolescência, porque era difícil assumir quem éramos, porque nos dava vergonha ou simplesmente porque negávamos o que sentíamos. Os personagens Gabo e Fernando se arriscaram na adolescência e hoje, 25 anos depois, ganham a oportunidade de fechar ou reabrir essa primeira história que ficou inconclusa. Visita a Domicílio é uma peça otimista e que traz a mensagem que o amor é mais forte, como canta um roqueiro argentino”, finaliza.

Siga a peça no Instagram @visitaadomicilio


Serviço:

Visita a Domicílio

Gênero: Comédia Dramática.

Duração: 60 minutos.

Classificação: 18 anos.

Teatro Sérgio Cardoso, Sala Paschoal Carlos Magno

Rua Rui Barbosa,153, Bela Vista, São Paulo

De 20 de maio a 25 de junho de 2026.

Quartas e quintas, 19h

Ingressos: R$ 35 a R$ 70. Promoção no 1º Lote até 30/4 a R$ 30.

Site para compras: https://bileto.sympla.com.br/event/118922

Ficha técnica:

Visita a Domicílio

Uma coprodução internacional Brasil-Argentina

Idealização: Juan Tellategui @juantellategui

Direção artística e de produção: Zé Guilherme Bueno e Miguel Arcanjo Prado @zeguibueno @miguel.arcanjo

Autor: Alberto Romero @albertohromero 

Tradução: Juan Tellategui @juantellategui

Adaptação dramatúrgica: Miguel Arcanjo Prado @miguel.arcanjo

Elenco: Juan Tellategui e Cícero de Andrade @juantellategui @ciceroandrade

Encenação: Zé Guilherme Bueno @zeguibueno 

Direção de movimento: Zuba Janaina @zuba.__

Produção Executiva: Fabio Camara @fabiocamara25

Assistência de direção: Julia Zann e Luiza Carvalho @juzannsaraiva @lu1z4carvalho

Iluminação: Nicolas Manfredini @manfredininicolas

Sonoplastia: Éder Sousa @eder.som.sousa

Cenografia e figurino: Kleber Montanheiro @kleber_montanheiro

Assistentes de produção: Jean Lizo @jeanlizo8, João Schelbauer @joaoaschelbauer4 e Runan Braz @runan.braz

Estagiária: Júlia Brum @ju_brumm

Design: Aro 8 - Vinicius Campiolo @aro.oito

Redes Sociais: Stephani Santoro @stephanisantoro 

Direção de Comunicação: Miguel Arcanjo Prado @miguel.arcanjo 

Direção de Marketing e Parcerias: Julia Zann e Miguel Arcanjo Prado @juzasaraiva @miguel.arcanjo

Direção de Arte e IA: Juan Tellategui @juantellategui

Fotografia: Rafa Marques @rafamarques_fotografo 

Assessoria de imprensa: Adriana Balsanelli e Renato Fernandes @abalsanelli @renatofernandesgon em São Paulo e André Nunes em Curitiba @andrefnunes

Apoio institucional: Consulado da Argentina @consuladoargentinocuritiba @consuladoargentinoensanpablo, Festival de Curitiba – Mostra Fringe @festivaldecuritiba @mostrafringe, Espaço Cia da Revista @ciadarevista, Escola A Voz em Cena @avozemcena, Aro 8, Teatro Sérgio Cardoso - APAA @teatrosergiocardoso, Rockwheels Kustom Bar @rockwheelssp, CE Barra Funda @ce.barrafunda

Produtoras associadas: Lugibi e Mosaico @lugibiassessoria @mosaico.producoes

Produtora internacional associada: Mundo Giras @mundogiras

Realização: Arcanjo Produção e 4Ever Produções @miguel.arcanjo @4everproducoes

Foto: Lina Sumizono


Críticas - Festival de Curitiba

“Em 60 minutos, Visita a Domicílio entrega ritmo, intensidade e conexão com o público”.

Guilherme Bittar, Reverbero

“Visita a Domicílio é uma sensível comédia dramática”.

André Nunes, Mural do Paraná

“A comédia dramática arrebata o público, que se envolve com os erros e acertos dos personagens na história de um amor adolescente que se reascende 25 anos depois.”

Ana Maria Marques, Comunicare

“O texto equilibra emoção e humor com naturalidade, transformando tensões do passado em diálogos ágeis e cheios de ironia. Visita a Domicílio conquista pela dinâmica cênica e pela forte química entre os atores. A encenação aproxima o público da ação, criando a sensação de intimidade típica de uma sitcom teatral, super leve, contagiante e capaz de fazer o tempo passar quase sem ser percebido.”

Duda Tyzskouski, O Folhetim Cultural


Currículos da equipe 

JUAN MANUEL TELLATEGUI

@juantellategui

ator, idealizador do projeto, tradutor e coprodutor 

Juan Manuel Tellategui é ator argentino imigrante residente em São Paulo com 30 anos de trajetória artística. Na Argentina, estudou na UNA (Universidad Nacional de las Artes) em Buenos Aires e participou de mais de dez peças de teatro e de longas de grande repercussão, entre eles “Pompeya”, de Tamae Garateguy, vencedor de Melhor Filme Argentino no Festival Internacional de Cinema de Mar del Plata 2010, e “Puto”, de Pablo Oliverio, Melhor Filme Voto Popular no Bafici – Buenos Aires Festival Internacional de Cinema e destaque do Festival Mix Brasil em São Paulo, e ainda o filme “Las Pistas”, de Sebastián Lingiardi, vencedor no Festival de Marselha, na França. Em São Paulo, onde vive desde 2011, continuou a sua formação na FPA Faculdade Paulista das Artes, graduando-se em Artes – Teatro. Possui pós-graduação em Filosofia e Artes e em Música. Também concluiu o curso de Atuação na SP Escola de Teatro, além de escrever e dirigir a peça Hermanas Son las Tetas (2015-2016) no Festival de Curitiba e codirigir a peça Entrevista com Phedra (2019). Em 2022, participou do filme “Águas Selvagens” com direção de Roly Santos, coprodução Argentina-Brasil, lançado nos dois países. Em 2024, esteve no filme “Ainda Somos os Mesmos”, de Paulo Nascimento, gravado no Brasil e no Chile. Em 2018, fez a peça “Diga Que Você Já me Esqueceu”, texto e direção de Dan Rosseto, no Teatro Viradalata, e “Depois Daquela Noite”, texto de Carlos Fernando Barros e direção de Eduardo Martini, no Teatro Viradalata. Trabalhou nas peças "Enquanto as Crianças Dormem", com texto e direção de Dan Rosseto no Teatro Aliança Francesa, indicada ao Prêmio Aplauso Brasil; e "Angel" texto de Vitor de Oliveira e Carlos Fernando Barros com direção de Eduardo Martini no Teatro Itália. Em TV, fez as séries “Chuteira Preta”, direção: Paulo Nascimento (Brasil, 2018, Amazon Prime); “Toda Forma de Amor”, direção: Bruno Barreto (Brasil, 2018, Canal Brasil) e “Manual para se Defender de Alienígenas, Ninjas e Zumbis”, direção: André Moraes (Brasil, 2017, Warner). No cinema brasileiro, participou de “30 Anos Blues”, de Andradina Azevedo e Dida Andrade (Brasil, 2018, longa); “Ressuscita-me: A Luta Vive”, direção: Coletivo Atos da Mooca (Brasil, 2017, super 8); “Apto420”, de Dellani Lima (Brasil, 2017, longa); e “Divã a Dois”, de Paulo Fontenelle (Brasil, 2015, longa); entre outros. Em 2026, protagonizou o espetáculo “Visita a Domicílio”.

CÍCERO DE ANDRADE

@ciceroandrade

ator e coprodutor

Cícero de Andrade é artista, produtor cultural e educador. É formado em Educação Artística com habilitação em Artes Cênicas pela Faculdade Mozarteum de São Paulo (FAMOSP) e possui Pós-Graduação em História da Arte pela Faculdade Paulista de Artes (FPA). Desde 2007, desenvolve pesquisa continuada nas áreas de Artes e Educação. Iniciou sua trajetória no Teatro Vocacional de São Paulo e integrou, entre 2008 e 2012, o Grupo Teatral Saga, aprofundando-se na dramaturgia universal e nacional, com orientação de Alejandra Sampaio, Elisa Band, Bárbara Campos e Robson Alfieri, atuando em montagens como O Auto da Compadecida, Mãe Coragem e Cyrano de Bergerac. Também integrou o grupo Trapiche, dedicado à adaptação de obras literárias. Em 2013 e 2014, realizou formações complementares em performance, interpretação, história do teatro, canto e artes cênicas. Desenvolveu pesquisa em espetáculos com temática LGBTQIA+ e atuou em musicais independentes e produções contempladas por editais como o PROAC. Como produtor cultural desde 2013, é fundador da Mosaico Produções, tendo realizado diversos espetáculos teatrais e musicais. Atuou também em criações híbridas durante a pandemia e segue em constante atualização, com foco na escrita e gestão de projetos culturais. Em 2026, protagonizou o espetáculo “Visita a Domicílio”.

MIGUEL ARCANJO PRADO

@miguel.arcanjo

diretor e produtor

Jornalista cultural influente, Miguel Arcanjo Prado dirige o Blog do Arcanjo e Prêmio Arcanjo. Mestre em Artes Cênicas pela UNESP, Pós-graduado em Cultura pela USP, Bacharel em Comunicação pela UFMG e Crítico da APCA Associação Paulista de Críticos de Artes, da qual foi vice-presidente. Também é dramaturgo do espetáculo “Entrevista com Phedra” (2019). Três vezes eleito um dos melhores jornalistas culturais do Brasil pelo Prêmio Comunique-se. Como jornalista e colunista, passou por veículos como Globo, Record, Folha, Abril, Huffpost, Band, Gazeta, UOL, Rede TV!, Rede Brasil, TV UFMG e O Pasquim 21. Integra os júris: Prêmio Arcanjo, Prêmio Jabuti, Prêmio do Humor, Prêmio Governador do Estado, Sesc Melhores Filmes, Prêmio Bibi Ferreira, Prêmio DID, Prêmio Canal Brasil, além de participar de comissões de editais culturais como Fomento e ProAC. Venceu Troféu Nelson Rodrigues, Prêmio ANCEC, Inspiração do Amanhã, Prêmio África Brasil, Prêmio Leda Maria Martins e Medalha Mário de Andrade do Prêmio Governador do Estado. Em 2026, dirigiu com Zé Guilherme Bueno a peça “Visita a Domicílio”.

ZÉ GUILHERME BUENO

@zeguibueno

diretor e produtor

Zé Guilherme Bueno é ator, diretor e produtor cultural. Formado em Comunicação, possui especialização em Voz e mestrado em Ciências Políticas. José Guilherme Bueno ou Zé Gui Bueno, como é conhecido, acumula experiências como ator, diretor e PMP. Fez carreira no mundo corporativo até 2016, momento em que se insere como produtor cultural e se lança como ator – atuando em sua primeira peça profissional, sob direção de Elias Andreato, “Esperando Godot”, e trilhando caminho ao lado do renomado diretor Gabriel Villela, através de montagens como “Boca de Ouro” e “Estado de Sítio”. A partir de então, inicia também sua trajetória como assistente de direção, passando pela produção de “Cordel do Amor Sem Fim” (2020), e mais de 10 montagens como assistente de Elias Andreato. Com o Grupo Tapa participou da montagem “Hotel Tennessee”. Ainda na pandemia participou de duas radionovelas no Spotify. Atualmente, integra a Companhia da Revista, na administração de seu espaço cultural e como ator nos musicais “Tatuagem”, “Nossos Ossos” e “João”. Atualmente, é  PmP cultural do Prêmio Arcanjo e para o Instituto Wolf Maya, além de produções e projetos próprios. Dirigiu ao lado de Miguel Arcanjo Prado o espetáculo “Visita a Domicílio”.

ALBERTO ROMERO

@albertohromero

autor

Alberto Romero é ator, dramaturgo, diretor e pedagogo do teatro argentino. Sua formação passa pela Escola “El Duende” do Mestre Agustín Alezzo (2008–2011), passando por cursos com os renomados professores de atuação argentinos como Helena Tritek, Cristina Banegas, Fabián Brill e Lizardo Laphitz. Cursou Pedagogia Teatral com o mestre Raúl Serrano. Realizou estudos de dramaturgia com Mauricio Kartun, Ignacio Apolo, Mariana Mazover e Cecília Propato. Possui formação em canto e em dança. Seus primeiros trabalhos foram em comédias musicais como “Jesús de Nazareth, La Pasión” (2002), “Kolbe” (2002), "Zoológico" (2006), “Rent” (2006), “La Vuelta al Mundo en 80 días”. Também esteve no elenco das peças “Amor” (2010) y “Las de Barranco” (2011), todas em Buenos Aires. A partir do ano 2012, começa uma etapa como dramaturgo e ator de suas peças: “En Su Nombre” (2012/2013), “Soneto para una última función” (2014/2015), “Piaf, porque el amor lo quiso” (2017/2018/2019/2021) e “Violeta y el Gavilán” (2022), vencedora do Prêmio “Trinidad Guevara” Melhor Coreografia. Foi indicado por  “Espectáculos de Acá”, como Melhor Espetáculo Musical e Afins Off 2022. Também escreveu “Los hijos de Bernarda”, livre adaptação da obra “Bernarda Alba” de Federico García Lorca, e “Mi Hipocampo y Tu Caballito de Mar” ou “Visita a Domicílio”, na sua versão em português, peça encenada por ele em Buenos Aires em 2025 e com estreia no Brasil em 2026.

Sobre o Teatro Sérgio Cardoso

Localizado no boêmio bairro paulistano do Bixiga, o Teatro Sérgio Cardoso mantém a tradição e a relevância conquistada em 45 anos de atuação na capital paulista. Palco de espetáculos musicais, dança e peças de teatro, o equipamento é um dos últimos grandes teatros de rua da capital.

Composto por duas salas de espetáculo, quatro dedicadas a ensaios, além de uma sala de captação e transmissão, o Teatro tem capacidade para abrigar 827 pessoas na sala Nydia Licia, 149 na sala Paschoal Carlos Magno, além de apresentações de dança no hall do teatro.

Sobre a Amigos da Arte

A Associação Paulista dos Amigos da Arte, Organização Social de Cultura responsável pela gestão de chamadas públicas, do Teatro Sérgio Cardoso, e do Teatro de Araras, além do Mundo do Circo SP, trabalha em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a iniciativa privada desde 2004. 

Música, literatura, dança, teatro, circo e atividades de artes integradas fazem parte da atuação da Amigos da Arte, que tem como objetivo fomentar a produção cultural por meio de festivais, programas continuados e da gestão de equipamentos culturais públicos. Em seus 19 anos de atuação, a Organização desenvolveu cerca de 70 mil ações que impactaram mais de 30 milhões de pessoas.


 
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