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quarta-feira, 14 de outubro de 2026

A voz que ecoa no Palco: 'Macacos' transforma dor e memória em arte viva no Teatro Rival

Em Neon: quarta-feira, 14 de outubro de 2026


Texto e fotos: Eduardo Moraes

Na noite do dia 13 de outubro de 2026, a atmosfera no Teatro Rival Refit era de visível expectativa. A plateia — diversa, atenta e engajada — lotou o espaço consciente de que presenciaria não apenas um espetáculo, mas um verdadeiro rito coletivo.

O impacto sobre o público foi imediato e contínuo. Durante os momentos de denúncia e dor, o silêncio na sala era absoluto, quase tangível. Em contrapartida, as quebras de expectativa, o humor ácido e as provocações diretas arrancaram risos aliviados e acenos de cabeça em sinal de identificação. Ao final da apresentação, a reação foi avassaladora: aplausos de pé prolongados, com boa parte da plateia visivelmente emocionada, consolidando o sentimento de que a arte havia cumprido sua função mais nobre de incomodar, acolher e transformar.

A dramaturgia de Macacos, escrita pelo próprio Clayton Nascimento, destaca-se pela estrutura inteligente e pelo rigor histórico, combinando pesquisa acadêmica, lírica poética e relatos documentais.


A Força da Atuação e da Dramaturgia

Sozinho em cena, vestindo um simples shorts preto calça jeans e com a força de sua presença corporal e vocal, Clayton Nascimento conduz o espectador por um fluxo contínuo de emoções que oscilam entre a dor profunda, a ironia mordaz e o alívio poético.

A peça toma como ponto de partida a estruturação do racismo no Brasil, desdobrando o uso pejorativo e histórico da palavra "macaco" e traçando uma linha direta até a violência policial e o encarceramento em massa da juventude negra. Clayton não apenas atua; ele encarna memórias coletivas e relatos reais, como as cartas e relatos de mães que perderam seus filhos para a violência do Estado.


Elementos Cênicos e Direção

Espaço e Luz: A iluminação pontual e minimalista no palco do Teatro Rival cria um tom de intimidade e urgência, transformando o espaço cênico em um ambiente de denúncia e celebração da vida negra.

Uso da Voz e do Corpo: O domínio técnico de Clayton impressiona. Ele transita por diferentes personagens, ritmos de fala e dinâmicas corporais sem a necessidade de figurinos complexos ou adereços exagerados.

Interação com o Público: O espetáculo quebra a quarta parede de forma orgânica, convocando a plateia não como mera espectadora, mas como testemunha e cúmplice da reflexão proposta.

A passagem de Macacos pelo Teatro Rival em outubro de 2026 reafirma a urgência dessa obra no panorama cultural brasileiro. A força do texto aliada à entrega visceral de Clayton Nascimento transforma o espetáculo em uma experiência indispensável — um exercício de memória, denúncia e celebração da vida.

Lembrando que o espetáculo "Macacos" tem mais uma apresentação no Teatro Rival no dia 15/10. 
CLIQUE AQUI e garanta seu ingresso. 

"Macacos" vai virar filme em 2027. A peça teatral escrita, dirigida e protagonizada por Clayton Nascimento depois de virar um importante livro ganhará uma adaptação para os cinemas produzida pelos Estúdios Globo.

quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Fenômeno de público estrelado por Bruno Gadiol e Alexandre Acquiste, 'QUARTO 2107' retorna aos palcos para 2ª temporada

Em Neon: quarta-feira, 7 de outubro de 2026


Dirigida por Rodrigo Ferraz, a peça reabre suas portas com texto de Arthur Pires e atuações aclamadas após uma primeira temporada de casa cheia

Depois de uma temporada de estreia com ingressos esgotados em todas as sessões e forte repercussão nas redes sociais, o espetáculo "QUARTO 2107: A Noite em que o Segredo Bateu à Porta" está de volta aos palcos para a sua segunda temporada no tradicional Espaço Parlapatões.

A peça, com dramaturgia do jornalista Arthur Pires e direção de Rodrigo Ferraz, consolida-se no teatro contemporâneo ao investigar a intimidade e a vulnerabilidade masculina. Para o crítico Carlos Rahal, "Quarto 2107 foge da mesmice das peças com temática gay", visão compartilhada pelo portal M.Arte, que observa como "a peça expõe que a hipocrisia não funciona como um desvio moral isolado".

Segundo o jornalista e crítico Miguel Arcanjo, "Arthur Pires constrói um inteligente suspense psicológico que questiona a hipocrisia social com seus silêncios coniventes", equilibrando momentos de humor e drama que deixam a plateia completamente surpresa ao final. Além da condução do texto, a sensibilidade da montagem também é ponto forte: José Cetra, crítico da APCA, destaca a direção de Rodrigo Ferraz, reforçando que "as cenas de sexo são bem resolvidas sem jamais resvalar para a nudez explícita, o erótico apelativo e o mau gosto".


O Colapso das Máscaras

Na trama, Mauricio (Alexandre Acquiste) é a imagem do sucesso: empresário bem-sucedido, casado e pai de família. Sua estrutura aparentemente inabalável é posta à prova quando ele decide alugar um quarto de hotel para vivenciar sua primeira experiência sexual com outro homem. O escolhido é Rafa (Bruno Gadiol), um jovem e experiente garoto de programa.

O encontro, inicialmente pautado pelo distanciamento e por identidades fictícias, ganha contornos dramáticos quando uma reviravolta inesperada força ambos a abandonarem seus papéis. Ao revelarem quem realmente são, descobre-se que o mundo fora daquele quarto é perigosamente menor do que imaginavam, e a realidade que surge ameaça destruir a vida de ambos.

Com performances intensas e um ritmo envolvente, a nova temporada convida o público a retornar ao Espaço Parlapatões para testemunhar de perto o colapso das máscaras sociais.


QUARTO 2107: A Noite em que o Segredo Bateu à Porta

Dramaturgia: Arthur Pires

Direção: Rodrigo Ferraz

Assistente de Direção: Kyra Piscitelli

Elenco: Alexandre Acquiste e Bruno Gadiol

Produção Executiva: Luiz Carlos Fernandes

Produção Geral e Redes Sociais: Ste Santoro

Cenário: Kaique Salvadori

Iluminação: João Piagge

Operação de Luz e Som: Lucas Gomes

Identidade e Programação Visual: Lucas Teixeira 

Fotos de Estúdio: Sérgio Santoian

Assessoria de Imprensa: Flávia Fusco

Gênero: Drama / Comédia

Duração: 65 minutos

Recomendação: 18 anos

Temporada: de 22 de outubro até 21 de novembro

Quinta-feira, às 21h | Sexta-feira, às 23h | Sábado, às 23h

Ingressos: R$ 80 inteira | R$ 40 meia

Vendas no Sympla ou na bilheteria do Espaço Parlapatões

‘PIAF – Eu não me arrependo’, com Laila Garin, estreia dia 10 de outubro no Teatro Riachuelo Rio


Produzida pela Aventura e dirigida por Sergio Módena, superprodução musical relembra a trajetória da lendária cantora francesa e reúne no palco sucessos que atravessaram gerações

A trajetória de Édith Piaf (1915-1963) é marcada por imenso sucesso, mas também por muitas perdas, tropeços, recomeços, desafios e superações. Uma das maiores vozes do século XX, a cantora francesa eternizou sucessos e transformou em canto e potência criativa toda a sua acidentada biografia. Com a estreia de ‘PIAF – Eu não me arrependo’, sua história vai ressurgir nos palcos em um espetáculo inédito, com dramaturgia de Newton Moreno e Alessandro Toller, direção de Sergio Módena, Laila Garin no papel-título em mais uma superprodução da Aventura. O espetáculo fica em cartaz no Teatro Riachuelo Rio, de 10 de outubro a 1º de novembro.

O musical é apresentado pela Bradesco Seguros, com apoio da Atlas Schindler, via Lei Federal de Incentivo à Cultura e acompanha a jornada de Piaf desde a infância marcada pela pobreza até a consagração mundial, em um percurso marcado por muitos amores, por seu envolvimento com a resistência francesa e por seus diversos problemas de saúde. Acompanhada por uma orquestra (com direção musical de Claudia Elizeu) e 12 atores em cena, Laila Garin encara o desafio de dar voz a canções icônicas, como ‘La Vie en Rose’, ‘Hymne à l’Amour’, ‘Padam, Padam’, ‘Milord’ e ‘Non, Je Ne Regrette Rien’.

Responsável por também reviver a célebre voz de Elis Regina em ‘Elis, A Musical’, Laila reprisa a parceria com a Aventura, de Aniela Jordan e Luiz Calainho, produtora de ambos os espetáculos.

‘Contar a história de Piaf em um musical é falar sobre vencer o destino que nos é imposto, mas celebrar a força feminina, a solidariedade e a vida inspiradora de uma mulher que superou todos os desafios e que jamais se arrependeu de suas escolhas’, analisa Aniela Jordan, diretora artística da Aventura.


Édith Piaf

Édith Piaf nasceu em Paris em 19 de dezembro de 1915. Criada entre um bordel, uma caravana circense e um bairro de classe trabalhadora, Piaf foi descoberta cantando na rua e iniciou sua carreira em um cabaré na Champs-Elysées.

Em 1935, cantando nas ruas de Pigalle, foi descoberta por Louis Leplée, que a levou para cantar no cabaré de sua propriedade, o Le Gerny’s. Com ele, aprendeu as técnicas de apresentação no palco e foi apelidada de “La Môme Piaf” (pequeno pardal). 

Mesmo durante a ocupação da França pelos alemães, na Segunda Guerra Mundial, Piaf continuou cantando. Em 1945, escreveu “Le Vie em Rose”, um dos seus maiores clássicos. Em 1947, fez seu primeiro show nos Estados Unidos.  Em 1948, de volta ao país, conheceu o pugilista Marcel Cerdan, com quem teve um grande romance, mas que terminou com a morte de Marcel em um acidente de avião em 1949. Em sua memória, Piaf gravou a célebre “Hymne à l’amour” e “Mon Dieu”.

Abalada emocionalmente pela morte do companheiro e com fortes dores provocadas pelo reumatismo, Piaf passou a fazer uso da morfina e se entregou ao álcool. Em 1951, sofreu um sério acidente de carro, sendo submetida a várias cirurgias e novas injeções de morfina. Mesmo fragilizada, realizou apresentações memoráveis no Olympia de Paris e no Carnegie Hall de Nova Iorque.

Após um rápido romance com Charles Aznavour e um casamento de quatro anos com Jacques Pills, ela se envolveu com o cantor Georges Moustaki. Em 1958, ao lado dele, Piaf sofreu um grave acidente de carro, que lhe causou um traumatismo craniano e fragilizou de vez sua saúde. Depois de tanta tragédia em sua vida, em 1960, Piaf interpretou “Non, Je Ne Regrette Rien”, que se tornou um de seus maiores sucessos. 

Sem condições de retomar a carreira, Piaf se retirou para o sul da França, onde viveu seus últimos dias ao lado de seu marido Theo Sarapo e de sua enfermeira. Edith Piaf faleceu no dia 10 de outubro de 1963. 

Teatro Riachuelo Rio

O prédio, tombado como patrimônio histórico-cultural, é imponente e se destaca na Rua do Passeio, número 40, reunindo passado, presente e futuro em um só lugar. O ícone da belle époque brasileira ficou com as portas fechadas por dois anos até 2016, quando foi devolvido à população como Teatro Riachuelo Rio, sempre com uma programação plural e acessível. Desde então, foram realizadas diversas peças, musicais, concertos e shows. 

Com uma área de aproximadamente 3.500 m², o teatro oferece uma estrutura completa para seus frequentadores, incluindo foyer, salas de ensaio, escritórios, camarins, área externa e uma grande sala com plateia para 999 pessoas. Mais do que um espaço físico, o teatro representa um compromisso com a promoção da cultura e da arte em suas diversas formas. O espaço conta ainda como o Bettina, Café & Arte, que além de abrir como bomboniere para atender ao público do teatro, funciona também para café da manhã e almoço.


PIAF - EU NÃO ME ARREPENDO 

Newton Moreno e Alessandro Toller - Dramaturgia 

Sergio Módena - Idealização e direção

Cláudia Elizeu - Direção Musical

Alonso Barros - Direção de Movimento e Coreografia

André Cortez - Cenografia

Karen Brusttolin - Figurino

Feliciano San Roman - Desenho de Visagismo, Cabelos e Perucas

Keila Santos - Desenho de Maquiagem

Wagner Antônio - Desenho de Luz

Gabriel D’Angelo - Desenho de Som

Gustavo Wabner - Diretor Assistente

Rafael Michalichem - Assistente de Direção

Elenco por Marcela Altberg

Bianca Caruso - Direção de Produção

Aniela Jordan - Direção Artística e Produção Geral

Luiz Calainho - Direção de Negócios e Marketing

Com Laila Garin (Piaf), Luísa Vianna (Piaf alternante / Coro), Bernardo Berro (Louis Leplée / Charles Dumont), Bruna Pazinato (Marlene Dietrich / Marguerite), Claudio Lins (Jean Cocteau / General Wetcher), Erika Riba (Dedée / Santa Teresa), Gabriel Vicente (Louis Gassion / Jornalista – 1º ato / Jacques Pills / Théo Sarapo), Leonardo Ventura (Raymond Asso / Nazista / Bourgeat), Luciana Ramanzini (Momone / Marianne Michel), Martina Blink (Marianne Michel / Marie Dubas / Simone / Mãe de Piaf), Patrick Amstalden (Marcel Cerdan / Bruno Coquatrix / Policial / Médico), Thiago Marinho (Louis Dupont / Mitty Goldin / Loulou), Bruno Ospedal (Coro / Pianista / Jornalista – 2º ato), Carol Lippi (Coro), Shantala Marthins (Coro), Vitor Veiga (Coro) e Vinicius Cosant (Swing).

O ELENCO DESTE ESPETÁCULO PODE SER ALTERADO SEM AVISO PRÉVIO


Serviço: 

PIAF – Eu não me arrependo

Temporada: 10 de outubro a 01 de novembro

Dias e horários: Quintas e sextas, às 20h

Sábados, às 15h30 e 20h

Domingos, às 15h

Valores: Ingressos (1º lote) de R$ 50 a R$ 300

Classificação indicativa: 12 anos

Menores de 12 anos poderão assistir ao espetáculo desde que acompanhados por seus responsáveis legais ou por acompanhante autorizado, maior de 18 anos. Quando o acompanhante não for o responsável legal, será necessária autorização formal assinada pelo responsável, acompanhada da documentação exigida. A relação de documentos varia conforme o vínculo do acompanhante com o menor.

Duração: 150 min + 15 minutos de intervalo

Vendas: https://www.ingresso.com/espetaculos/piaf-eu-nao-me-arrependo?utm_source=trr_site&utm_medium=organico&utm_campaign=trr_piaf 

Teatro Riachuelo Rio - Rua do Passeio, 38 - Centro, Rio de Janeiro - RJ

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Festival Amir Haddad reúne gerações LGBTQIAPN+ em programação que celebra corpo, liberdade e resistência na Lapa

Em Neon: sexta-feira, 25 de setembro de 2026


Dos DZI Croquettes á Ballroom, Lapa é palco do Orgulho até sexta, dia 25 de setembro

FOTOS DIVULGAÇÃO - Foto Victor Curi

Ópera das Malandras transforma os Arcos da Lapa em um grande cabaré LGBTQIA+ ao ar livre

A Lapa é uma arena de afeto e resistência. Do documentário histórico dos Dzi Croquettes à explosão de cor e movimento da Vogue Night, o Festival de Teatro Amir Haddad, reserva um eixo especial da programação para colocar frente a frente diferentes gerações da cultura LGBTQIAPN+ memória, cena contemporânea e teatro-cabaré, tudo em torno de um único palco: a rua.


Entre os destaques estão os Dzi Croquettes, que apresentam um documentário sobre sua trajetória, seguido de conversa com os artistas presentes, no dia 25/09, às 15h30, promovendo um encontro entre a memória de um dos grupos mais revolucionários da cena brasileira e o público de hoje; o Cabaré Tá Na Rua, que fará uma participação no Buraco Show, no mesmo dia, a partir das 20h, ampliando o diálogo entre gerações, linguagens e territórios da noite carioca; e a Cultura Ballroom / Vogue Night, também no dia 25/09, às 22h. Essas duas últimas atividades acontecem no Centro Cultural Casa do Tá Na Rua (Av. Mem de Sá, 35, Lapa). 


Serviço

4º Festival de Teatro Amir Haddad - Viva o Povo Brasileiro!

De 18 a 25 de setembro de 2026

O Ato I - A Rua aconteceu nos dias 18, 19 e 20 de setembro, na Praça Cardeal Câmara, sob os Arcos da Lapa, Rio de Janeiro. Com uma programação inteiramente gratuita 

O Ato II - A Casa acontece de 21 a 25 de setembro, no Centro Cultural Casa do Tá Na Rua, na Av. Mem de Sá, 35, Lapa, Rio de Janeiro, com atividades culturais gratuitas e espetáculos teatrais a preços populares. Os Ingresso dos espetáculos que ocorrerão na Casa: estão a partir de R$ 25,00 a meia e R$ 50,00 a inteira 

A programação reúne cerca de 80 atrações, entre teatro, arte pública, música, conversas, oficinas, filmes, literatura e cenas curtas.




quinta-feira, 24 de setembro de 2026

'A Construção', solo com Marcelo Olinto, reestreia em 2 de outubro, no Teatro Municipal Sérgio Porto

Em Neon: quinta-feira, 24 de setembro de 2026


Com direção de Beto Brown, peça é uma adaptação feita pelo dramaturgo Pedro Emanuel da obra homônima de Franz Kafka

Fotos: Nil Caniné

Escrita por Franz Kafka (1883-1924) seis meses antes de sua morte e publicada postumamente em 1931, a novela inacabada “A Construção” volta ao circuito para uma curta temporada entre 2 e 18 de outubro no Teatro Municipal Sérgio Porto, com sessões de sexta a domingo. Com idealização e atuação de Marcelo Olinto, a montagem tem direção de Beto Brown e adaptação de Pedro Emanuel (vencedor do Shell de melhor dramaturgia por “Língua”).

Em cena, o narrador-protagonista interpretado por Marcelo Olinto é um animal mamífero, um texugo que se dedica obsessivamente à criação e manutenção de sua toca subterrânea, um refúgio seguro criado para sua proteção. Cercado por uma atmosfera claustrofóbica, o personagem oscila entre o orgulho de seu trabalho e o medo paranoico de ter a sua toca invadida por inimigos, sejam reais ou imaginários. Ao encenar a história desse animal envolvido na construção de sua moradia-fortaleza, a obra aborda metaforicamente os sentimentos que acompanham o ser humano durante toda a sua vida: a necessidade de um teto e o medo da morte.

A narrativa suscita reflexões sobre a luta pela sobrevivência em um ambiente hostil. Quando Kafka escreveu a obra, na primeira metade da década de 1920, a Europa assistia à ascensão do fascismo. Hoje, um século depois, o mundo assiste, perplexo, à repetição da história não somente no continente europeu, mas também em países da América do Sul, da Ásia e da África.

Idealizador do projeto, Marcelo Olinto alimenta há anos a vontade de levar essa obra de Kafka para o teatro. “Sempre me chamou atenção o fato de esse texto ser uma crítica à burguesia, desse lugar da pessoa nunca querer partilhar e dividir, desse lugar da loucura da pessoa autocentrada”, conta Olinto. Diretor da peça, Beto Brown volta ao universo kafkiano depois de dirigir e adaptar outra obra do autor checo, “Macaco — Relatório a uma academia”. “Esse burguês da peça é egoísta ao máximo, mas não diria que é um ser infeliz porque ele ama a propriedade dele”, diz Brown.

Criado por Olinto em parceria com o estilista Almir França, o figurino preto tem uma textura bordada nas costas remetendo a um animal. A dupla recebeu uma indicação ao Shell 2025 na categoria Melhor Figurino. A equipe de criação conta ainda com a direção de movimento da coreógrafa Lavínia Bizzotto, cenário de Teca Fichinski, trilha sonora original de Mario Olinto e iluminação de Adriana Ortiz.

Marcelo Olinto – Com 43 anos de carreira, é ator, figurinista e produtor. É membro fundador da Cia. dos Atores, grupo com o qual já realizou inúmeros espetáculos como “Rua Cordelier”, “Tempo e morte de Jean Paul Marat”, “A Bao A Qu”, “Um lance de dados”, “A morta”, “Melodrama”, “O enfermeiro”, “Cobaias de Satã”, “O rei da vela”, “Notícias Cariocas”, “Insetos”, “Ensaio.HAMLET”, “Bait Man”, “Conselho de Classe”, entre outros. Está à frente do Projeto RESIDENTES DA SEDE, desenvolvido pela Cia. dos Atores.


Já trabalhou com diretores premiados como Aderbal Freire Filho, Enrique Diaz, Gerald Thomas, Gilberto Gawronski, João Saldanha, Nehle Franke, Rodrigo Portella e Rubens Corrêa. Com mais de 40 peças no currículo atuou nos sucessos “O Bem-Amado”, com Marco Nanini, e “Conselho de Classe”, que lhe rendeu o prêmio APTR de melhor ator. Encenou obras de autores brasileiros como Filipe Miguez, Jô Bilac, Nelson Rodrigues (Suzana Flag) e Oswald de Andrade.

Como figurinista, já recebeu seis prêmios, entre eles Shell RJ, Shell SP, APCA, Mambembe RJ e Cultura Inglesa. Assinou os figurinos do show “Universo Particular”, de Marisa Monte. Suas últimas criações: “Virgínia”, de Claudia Abreu; “A Falecida”, de Nelson Rodrigues; “Julius Caesar, Vidas paralelas”, de Gustavo Gasparani; “Os Mambembes”, de Artur Azevedo; e “As irmãs Pereira”, de Pedro Brício.

Beto Brown - Começou a carreira em 1983 no Marxmellow como ator e figurinista de “Os Banhos”, de Maiakovsky; “Jogos de Guerra”, de Fernando Arrabal e Bertolt Brecht; Folias do Coração”, de Geraldo Carneiro. Dirigiu os infantis: “Morangos e Lunetas”, com Patrícia Pillar, coautoria com Denise Crispun (indicado ao Prêmio Mambembe diretor-revelação, 1985); “Pedro e o Lobo” (indicado ao Prêmio Mambembe melhor diretor), com Luiz Salem e Jonas Torres, 1986; “Tem Areia no Maiô” com As Marias da Graça, desde 1992, e ainda em rodando pelo Brasil; “O Lobo sem Chapéu”, de Denise Crispun; Palhaço Dudu e O Esquecimento Global”, “O Mundo Encantado de Buarque de Hollanda”, de Anna Markun.

No teatro adulto, Beto dirigiu “Zee”, de Fernando Pessoa, “O Grelo Falante em Conversa Privada”, com Claudia Ventura e Lucilia de Assis; “Amor Perfeito”, de Denise Crispun, com Rosane Gofman. Depois da pandemia, fez a adaptação e direção de “Macaco – Relatório a uma academia”, de Franz Kafka, com Eduardo Andrade no Rio; e sua versão uruguaia – “Mono - Informe a la academia”, em Montevidéu, com o ator Marcos Valls. Escreveu o texto de “O Prazer é Todo Nosso”, com Juliana Martins e direção de Bel Kutner.

Ficha Técnica 

Texto: Franz Kafka

Adaptação Dramatúrgica: Pedro Emanuel

Direção: Beto Brown

Atuação: Marcelo Olinto

Direção de movimento e preparação corporal: Lavinia Bizzotto

Cenário: Teca Fichinski

Figurino: Almir França e Marcelo Olinto

Iluminação: Adriana Ortiz

Composição: A Construção/Suite Sinfônica Mario Olinto

Produção executiva: Liliana Mont Serrat

Assessoria de imprensa: Catharina Rocha e Paula Catunda

Mídias sociais: Rafael Teixeira

Design gráfico: Maria Cristina Pacheco

Fotos banner e cartaz: Nil Caniné 

Fotos: Ricardo Brajterman

Filmagem e edição de vídeo: Bruna Baitelli

Ateliê de costura: Empório Almir França

Estúdio: Mega

Técnico de luz e operação: Rafael Maia

Montagem cenário: Ryan dos Santos

Produção: Beto Brown e Marcelo Olinto

Realização: Antropofagia Produções

Idealização: Marcelo Olinto


SERVIÇO

Espetáculo: “A Construção”

Temporada: de 02 a 18 de outubro de 2026

Dias e horários: Sextas e sábados, às 20h. Domingos, às 19h.

Local: Teatro Municipal Sérgio Porto (Rua Visconde de Silva, S/N – ao lado do 292 – Humaitá

Ingressos: R$ 40 (meia-entrada) e R$ 80 (inteira) no site da Sympla ou na bilheteria do teatro uma hora antes do início da sessão

Classificação: 14 anos.

Duração: 55 min.

Instagram: @aconstrucao.teatro 

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Centenário da atriz Berta Loran é celebrado na peça inédita 'Berta – Minha vida por um palco'

Em Neon: quarta-feira, 23 de setembro de 2026


Com texto de Miriam Halfim e Marcelo Aquino e direção de Ary Coslov, peça homenageia uma das grandes comediantes do país

Fotos: Nil Caniné

Peça cumpre temporada no teatro do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) de 4 a 27 de setembro

Uma das grandes comediantes do país, a atriz Berta Loran (1926-2025) tem seu centenário de nascimento celebrado no lugar onde ela mais se sentia feliz: o teatro. Com texto de Miriam Halfim (sobrinha de Berta) e Marcelo Aquino e direção de Ary Coslov, o espetáculo inédito "Berta – Minha vida por um palco"; está em cartaz no teatro do Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) entre 4 e 27 de setembro de 2026. No elenco, os atores Andrea Dantas, Alexandre Regis, Junior Vieira e Patrícia Pinho dão vida a uma narrativa que transita entre a comédia e a crítica contundente sobre o esquecimento cultural no Brasil.


A montagem homenageia a trajetória e o legado de uma das artistas mais queridas e marcantes do Brasil. Em cena, as etapas marcantes de sua vida são lembradas desde a infância difícil em Varsóvia, na Polônia, até a sua morte aos 99 anos em 2025, em Copacabana. Berta migrou para o Brasil aos 9 anos de idade, junto com os pais e cinco irmãos fugindo da perseguição nazista crescente na Europa. Ao chegar no Rio de Janeiro, a família se instalou num sobrado na Praça Tiradentes. Por incentivo do pai, que era alfaiate e ator, Berta ingressou no teatro ainda adolescente e nunca parou.

Com quase oito décadas de carreira e mais de 2 mil personagens, Berta começou no teatro de revista, esteve em dezenas de peças teatrais e foi nos programas de humor na TV que ela ficou famosa em todo o Brasil. Sua ida a Portugal para participar da peça “Fogo no Pandeiro” acabou lhe rendendo um enorme sucesso no país, onde morou por seis anos, entre o fim dos anos 1950 e o início dos 1960. Essa experiência acabou criando uma das personagens mais marcantes de sua carreira na TV. Nos anos 1990, na Escolinha do Professor Raimundo, ela criou a imigrante portuguesa Manuela D'Além Mar, cujo sotaque carregado e o "Manuela D'Além Mar, de Trás-os-Montes, sim senhoire!"; se tornaram sua marca registrada.

Com um humor ácido, a montagem utiliza a figura da icônica comediante para dialogar sobre a falta de preservação da memória artística e histórica do país. Como dramaturga, Miriam Halfim tem se destacado com obras que jogam luz sobre personalidades e episódios históricos. Filha de um dos irmãos de Berta, a autora teve muito contato com a tia ao longo de sua vida. "O palco deu a ela tudo o que ela quis. Apesar de uma infância muito difícil, miserável, em Varsóvia,


Berta escolheu viver com alegria. Ela dizia que felicidade é uma escolha", lembra Miriam.

“É muito importante que as pessoas conheçam a história da vida dela e se lembrem de Berta Loran. Ela era extremamente talentosa”, diz o diretor Ary Coslov, que decidiu ter duas atrizes – Andrea Dantas e Patrícia Pinho – dividindo o papel de Berta Loran (além de fazerem outros papéis) em diferentes etapas da trajetória dela.

Para construir a narrativa da peça, além das muitas lembranças pessoais, Miriam contou com a extensa pesquisa do ator, diretor e autor Marcelo Aquino, coautor do texto. “Nós somos um país com um problema sério de preservação da memória. Tem uma questão cultural com a memória, a gente apaga com muita rapidez muitos artistas”, diz Marcelo. “Por isso, acho que a Miriam presta um serviço não só para arte, mas também para a memória. A Berta é uma artista que abriu caminho para muitos humoristas que estão aqui hoje, principalmente para as mulheres”, afirma Marcelo.

A equipe de criação reúne um time de grandes nomes dos bastidores do teatro brasileiro. A iluminação é de Aurélio de Simoni. Os figurinos foram criados por Mauro Leite. A trilha sonora do espetáculo é assinada por Ary Coslov e Marcelo Aquino. A direção de produção fica a cargo do experiente Celso Lemos.


FICHA TÉCNICA

Texto: Miriam Halfim e Marcelo Aquino

Direção: Ary Coslov

Atores: Andrea Dantas, Alexandre Regis, Junior Vieira e Patrícia Pinho

Cenografia: Ary Coslov e Mauro Leite

Figurino: Mauro Leite

Iluminação: Aurélio de Simoni

Direção de movimento: Lavínia Bizzotto e Alê Maïa

Trilha sonora: Ary Coslov e Marcelo Aquino

Design gráfico: Isio Ghelman

Fotografia: Nil Caniné

Assessoria de imprensa: Paula Catunda e Catharina Rocha

Assessoria de mídias sociais: Rafael Teixeira

Assessoria de marketing digital: Rafael Gandra

Assistente de direção: Johnny de Castro

Preparação corporal: Alê Maïa

Assistente | Trilha sonora: Gabriel Fomm

Cenotécnica: Fátima de Souza

Alfaiate: Renato Nascimento

Costureira: Risonete

Diretor de cena: Fábio Lima Batista

Operador de luz: Marcelo de Simoni

Operadora de luz e vídeo: Júlia Hespanhol

Produção ensaios: Osni Silva

Produção executiva: Maísa Schorn

Direção de produção: Celso Lemos

Realização: MM Halfim Produções Artísticas Ltda


SERVIÇO

Espetáculo: “Berta – Minha vida por um palco”

Temporada: de 4 a 27 de setembro de 2026

Dias e horários:

Sextas: às 19h | Sábados e domingos (sessões duplas): às 16h30 e às 19h

Local: CCJF - Centro Cultural Justiça Federal

Endereço: Av. Rio Branco, 241 - Centro, Rio de Janeiro

Ingressos pela Sympla

Valores: R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia)

Classificação Indicativa: 14 anos

Duração: 80 min.

Instagram: @berta.teatro

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Teatros Riachuelo Rio e TotalEnergies integram programação da Semana de Arte do Rio

Em Neon: quinta-feira, 17 de setembro de 2026


Musicais, teatro, humor e samba fazem parte da programação especial dos espaços durante a iniciativa, que movimenta a cena cultural carioca em setembro

A programação cultural do Rio de Janeiro ganha ainda mais força em setembro com a participação do Teatro Riachuelo Rio e do Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch na Semana de Arte do Rio. Os dois espaços recebem uma seleção de espetáculos que passeia por diferentes linguagens e reúne nomes de destaque da cena artística brasileira, entre eles Marco Nanini, Guilherme Weber, Helena Ignez, Ary França, Teresa Cristina, Vitor diCastro e o grupo Sururu na Roda.

Semana de Arte do Rio

A Semana de Arte do Rio celebra a diversidade da produção artística e cultural da cidade, reunindo uma programação especial em diferentes espaços culturais cariocas. A iniciativa convida o público a circular pelo Rio e prestigiar diferentes manifestações artísticas, linguagens e artistas, fortalecendo a conexão entre a cidade, seus espaços culturais e a produção contemporânea.

No Teatro Riachuelo Rio, a programação inclui o musical “Mamma Mia!”, em cartaz até 27 de setembro. Ambientado em uma ilha grega, o espetáculo conta a história de Sophie, uma jovem prestes a se casar que convida três ex-pretendentes de sua mãe para a cerimônia, na tentativa de desvendar o mistério que envolve sua paternidade. A história combina romance e comédia ao som de grandes sucessos do ABBA, como “Dancing Queen”, “Mamma Mia”, “The Winner Takes It All” e “Money, Money, Money”, entre outros. No dia 16 de setembro, o palco recebe Vitor diCastro com “INTENSO – meu retorno de Saturno”. Após o sucesso da estreia, o espetáculo ganha uma nova temporada e acompanha Daniel, um homem gay recém-divorciado que, ao se mudar para um novo apartamento, se vê diante das memórias de um relacionamento encerrado e das incertezas de um recomeço. Conhecido pelo humor afiado e pelo carisma, Vitor, apresentador do Mesacast BBB 25 e criador do canal Deboche Astral, interpreta o personagem, que vive situações divertidas e caóticas ao lado da assistente virtual Britney, inicialmente uma simples voz de comando que acaba se tornando sua confidente. Já no dia 23 de setembro, Teresa Cristina apresenta o show da turnê de lançamento de “Tudo Que Eu Tenho”, seu primeiro álbum totalmente autoral e inédito. Produzido por Pretinho da Serrinha, o trabalho reúne canções, histórias de vida e o olhar da sambista carioca sobre o país. O espetáculo promove um encontro entre diferentes momentos da carreira da artista, resgatando composições autorais como “Candeeiro”, “Acalanto” e “Pedro e Teresa”, além de parcerias como “Oferendas”, com Arlindo Cruz; “Sem Poder Dançar”, com Joyce; “Armadilha”, com Kátia B e Dé Palmeira; e “Trégua Suspensa”, com Lula Queiroga.

No Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch, a programação conta com “Fim de Partida”, em cartaz até 27 de setembro. Escrita por Samuel Beckett nos anos 1950, sob o impacto da Segunda Guerra Mundial, a obra apresenta Hamm e Clov, personagens que simbolizam um mundo em ruínas físicas e emocionais. Quase sete décadas depois, a montagem brasileira dirigida por Rodrigo Portella e produzida por Fernando Libonati mantém o diálogo com o mundo contemporâneo. O elenco reúne Marco Nanini, Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França. No dia 23 de setembro, o espaço recebe ainda o Sururu na Roda, que celebra 25 anos de trajetória com o show “Na Linha do Tempo”. Com direção musical do álbum assinada por Rildo Hora, o projeto revisita a história do grupo a partir de um repertório afetivo, popular e profundamente ligado à memória do samba brasileiro. Mais do que um show comemorativo, o espetáculo funciona como uma biografia musical, percorrendo a trajetória do Sururu na Roda desde os primeiros anos na Lapa carioca, passando pelo reconhecimento nacional e pelas turnês internacionais, até a maturidade artística da formação atual.

Teatro Riachuelo Rio

O prédio, tombado como patrimônio histórico-cultural, é imponente e se destaca na Rua do Passeio, número 40, reunindo passado, presente e futuro em um só lugar. O ícone da belle époque brasileira ficou com as portas fechadas por dois anos até 2016, quando foi devolvido à população como Teatro Riachuelo Rio, sempre com uma programação plural e acessível. Desde então, foram realizadas diversas peças, musicais, concertos e shows.

Com uma área de aproximadamente 3.500 m², o teatro oferece uma estrutura completa para seus frequentadores, incluindo foyer, salas de ensaio, escritórios, camarins, área externa e uma grande sala com plateia para 999 pessoas. Mais do que um espaço físico, o teatro representa um compromisso com a promoção da cultura e da arte em suas diversas formas. O espaço conta ainda como o Bettina, Café & Arte, que além de abrir como bomboniere para atender ao público do teatro, funciona também para café da manhã e almoço.

Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch

Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Burle Marx, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da cultura brasileira. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé assumiu a missão de devolver à cidade esse ícone cultural, agora ainda mais moderno e plural.

Graças à genialidade de Niemeyer, que concebeu um palco reversível, tornou-se possível, inclusive durante o período desafiador da pandemia, realizar espetáculos e eventos tanto na área interna quanto na externa, ao ar livre, ou mesmo em ambos os espaços simultaneamente, em formato arena. Essa versatilidade proporciona aos artistas, produtores, cariocas e turistas múltiplas formas de criar, vivenciar e consumir arte e entretenimento.

Único teatro da cidade do Rio de Janeiro com um palco reversível, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch permite que o público se acomode também no jardim externo do espaço. Em 2021, o local foi adaptado para o formato arena, com capacidade para 359 lugares na área interna e 120 na externa, além de um palco de 140m², equipado com infraestrutura técnica de alto padrão.

O espaço abriga ainda um centro de convivência, cinco salas de ensaio (projetadas para receber diversas produções simultaneamente) e o bistrô Bettina Café & Arte. A programação valoriza a diversidade cultural e prioriza um entretenimento plural, pensado para públicos de todas as idades e estilos. Desde sua reabertura, já foram realizadas mais de 1000 apresentações, reunindo uma plateia de mais de 400.000 pessoas.

Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch

R. do Russel, 804 – Glória

https://teatro.totalenergies.com.br/ 

Teatro Riachuelo Rio

Rua do Passeio, 40 – Centro

https://teatroriachuelorio.com.br/

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

'Mamma Mia!' está de volta ao Teatro Riachuelo Rio

Em Neon: quinta-feira, 20 de agosto de 2026


Um dos musicais mais celebrados da Broadway retorna ao Rio de Janeiro em agosto, em adaptação brasileira

O sucesso musical "Mamma Mia!" retorna ao palco do Teatro Riachuelo Rio para uma nova temporada, levando o público a uma viagem repleta de alegria pela Grécia. Inspirado no cancioneiro repleto de sucessos do grupo ABBA, o espetáculo já conquistou mais de 100 mil espectadores no Brasil e volta ao Teatro Riachuelo Rio para uma curta temporada, de 20 de agosto a 13 de setembro.

O musical se passa em uma ilha grega e conta a história de Sophie, uma jovem que está prestes a casar e convida três ex-pretendentes de sua mãe para o evento, na tentativa de desvendar o mistério que ronda a sua paternidade. É neste clima de romance e comédia em que aparecem as conhecidíssimas cançoes do ABBA, como ‘Dancing Queen’, ‘Mamma Mia’, ‘The Winner Takes it All’, ‘Money, Money, Money’, entre muitas outras.

Formado por mais de 20 artistas, o elenco traz de volta o trio das ‘dínamos’ formado por Claudia Netto (a protagonista Donna, mãe de Sophie), Totia Meireles e Gottsha, que interpretam Tanya e Rose, amigas de uma vida inteira.  

‘A protagonista (Donna) é uma mãe muito moderna. Ela fala para a filha não casar e viver a vida, se aventurar. É uma mulher que não dependeu da instituição masculina para criar a sua filha e viver a sua vida. Tem gente que não conhece o musical e diz que é uma bobagem, mas isso é uma mentira: ‘Mamma Mia!’ é um musical escrito por uma mulher, em um texto tecnicamente perfeito, feminino e feminista’, ressalta o diretor. 

Teatro Riachuelo Rio

O prédio, tombado como patrimônio histórico-cultural, é imponente e se destaca na Rua do Passeio, número 40, reunindo passado, presente e futuro em um só lugar. O ícone da belle époque brasileira ficou com as portas fechadas por dois anos até 2016, quando foi devolvido à população como Teatro Riachuelo Rio, sempre com uma programação plural e acessível. Desde então, foram realizadas diversas peças, musicais, concertos e shows. 

Com uma área de aproximadamente 3.500 m², o teatro oferece uma estrutura completa para seus frequentadores, incluindo foyer, salas de ensaio, escritórios, camarins, área externa e uma grande sala com plateia para 999 pessoas. Mais do que um espaço físico, o teatro representa um compromisso com a promoção da cultura e da arte em suas diversas formas. O espaço conta ainda como o Bettina, Café & Arte, que além de abrir como bomboniere para atender ao público do teatro, funciona também para café da manhã e almoço.


Serviço:

Mamma Mia - O musical

20 de agosto a 13 de setembro

Dia e horário: 

Quinta e Sexta: 20h

Sábado: 15h e 20h

Domingo: 15h

Vendas: AQUI 

Valores:

Quintas e Sextas:

Plateia VIP - R$ 200,00

Plateia - R$ 180,00

Balcão Nobre* - R$ 120,00

Balcão* - R$ 50,00

Sábados e Domingos:

Plateia VIP - R$ 250,00

Plateia - R$ 220,00

Balcão Nobre* - R$ 150,00

Balcão* - R$ 50,00

Classificação: 12 anos

Duração: 170 min

Teatro Riachuelo Rio - Rua do Passeio, 38 - Centro, Rio de Janeiro - RJ

Após sessões esgotadas, espetáculo “Fim de Partida” retorna ao palco do Teatro TotalEnergies


Dirigido por Rodrigo Portella e produzido por Fernando Libonati, a peça traz no elenco Marco Nanini, Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França

Foto: Annelize Tozetto

A partir de 20 de agosto, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch recebe a peça “Fim de Partida”, após curta temporada de sucesso na segunda edição do Festival do Teatro do Rio. O dramaturgo irlandês Samuel Beckett (1906-1989) escreveu esse texto nos anos 1950, sob o impacto da Segunda Guerra Mundial. Nesse cenário pós-apocalíptico, ele apresenta os personagens Hamm e Clov, símbolos de um mundo em ruínas físicas e emocionais. Mais de sete décadas depois, a peça ainda dialoga com o atual estado do mundo, o que motivou esta nova montagem. 

Em cena, Hamm (Marco Nanini) e Clov (Guilherme Weber) possuem uma trágica dependência física e emocional, em um vínculo atravessado pela violência  e pela crueldade cotidiana, em uma tragicomédia ácida e também melancólica. Presos em um espaço claustrofóbico, os personagens enfrentam uma realidade desprovida de sentido, marcada por repetições, jogos de poder e uma espera que nunca se resolve.

‘Costumo dizer que Beckett, fica orbitando a cabeça dos atores contemporâneos, pois oferece um imenso desafio com os múltiplos caminhos que a sua obra permite’, conta Nanini.

‘O primeiro seria a relação simbiótica entre Hamm e Clov, mas numa segunda camada a peça pode ser lida como uma alegoria política. Hamm surge como um déspota, um tirano arbitrário, figura que alude à lógica da guerra e do militarismo, cuja autoridade se funda  no poder bélico e opressivo. Clov é o corpo submisso, o soldado em vigília permanente, sempre de pé, incapaz de repouso, a serviço de uma engrenagem que não faz nenhum sentido. A cena torna-se, assim, um campo de poder em ruínas’, conta o diretor Rodrigo Portella, que chama a atenção ainda para uma terceira camada de leitura: a do metateatro.

Evidenciada pela cenografia de Daniela Thomas, que coloca uma espécie de palco dentro do palco, em uma pequena caixa cênica retangular, a característica da metalinguagem que o texto propõe se estabelece:

‘Clov é o clown, o operador da cena,  o ridículo, enquanto Hamm assume a figura do ator principal, o narrador canastrão que se sustenta na fabulação de si mesmo. O teatro se dobra sobre ele próprio: Há um teatro dentro do teatro, um palco dentro do palco’, resume Portella.

Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch

Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Burle Marx, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da cultura brasileira. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé assumiu a missão de devolver à cidade esse ícone cultural, agora ainda mais moderno e plural.

Graças à genialidade de Niemeyer, que concebeu um palco reversível, tornou-se possível, inclusive durante o período desafiador da pandemia, realizar espetáculos e eventos tanto na área interna quanto na externa, ao ar livre, ou mesmo em ambos os espaços simultaneamente, em formato arena. Essa versatilidade proporciona aos artistas, produtores, cariocas e turistas múltiplas formas de criar, vivenciar e consumir arte e entretenimento.

Único teatro da cidade do Rio de Janeiro com um palco reversível, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch permite que o público se acomode também no jardim externo do espaço. Em 2021, o local foi adaptado para o formato arena, com capacidade para 359 lugares na área interna e 120 na externa, além de um palco de 140m², equipado com infraestrutura técnica de alto padrão.

O espaço abriga ainda um centro de convivência, cinco salas de ensaio (projetadas para receber diversas produções simultaneamente) e o bistrô Bettina Café & Arte. A programação valoriza a diversidade cultural e prioriza um entretenimento plural, pensado para públicos de todas as idades e estilos. Desde sua reabertura, já foram realizadas mais de 1000 apresentações, reunindo uma plateia de mais de 400.000  pessoas.

Marco Nanini, Guilherme Weber, Helena Ignez e Ary França em FIM DE PARTIDA

De Samuel Beckett

Direção: Rodrigo Portella

Tradução: Fábio de Souza Andrade

Direção de Arte e Cenografia: Daniela Thomas

Iluminação: Beto Bruel

Trilha Original e Direção Musical: Federico Puppi

Figurino: Antônio Guedes

Assistência de Direção: Zé Mancini

Visagismo: Leila Turgante

Comunicação: Pedro Neves

Gerência de Projetos: Carolina Tavares

Produção Executiva Montagem: Ártemis

Produtor: Fernando Libonati

Uma produção Pequena Central de Produções

Serviço:

20 a 30 de agosto

Dias e horários: Quintas e Sextas, às 20h. Sábados, às 19h00 e Domingos, às 17h. 

Valores:

Plateia A: R$ 90 (meia) / R$ 180 (inteira)

Plateia B: R$ 25 (meia) / R$ 50 (inteira)

Duração: 90min

Classificação: +16 anos

Vendas em https://www.ingresso.com/evento/fim-de-partida- 

Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch (Rua do Russel, 804 – Glória)

quinta-feira, 23 de julho de 2026

'Essa Peça Tem Beijo Gay' Reestreia no Teatro Municipal Ziembinski

Em Neon: quinta-feira, 23 de julho de 2026


Fotos: Higor Nery

Sob direção de Dadado de Freitas, o texto escrito e encenado por Leandro Fazolla e Rohan Baruck leva à cena a discussão reflexiva de um casal que, diante uma censura indireta, debate sobre o quão visíveis ou privados podem ser seus afetos.

Qual o problema de um beijo? Por que um beijo ainda hoje pode causar repulsa e espanto? Provocando uma reflexão cênica acerca da pergunta, reestreia dia 31 de julho no Teatro Municipal Ziembinski o espetáculo “Essa peça tem beijo gay”, texto inédito escrito por Leandro Fazolla e Rohan Baruck, que também sobem ao palco sob a direção de Dadado de Freitas. O que poderia ser um ato cotidiano gera um dilema sobre limites pessoais e o impacto das escolhas em um tempo onde o amor entre iguais ainda permanece sob constante suspeita e até vigilância.

A montagem questiona quais afetos podem ser visíveis, quais ainda são interditados e a noção de público e privado, quando decisões aparentemente comuns podem ter desdobramentos maiores do que se imagina. A temática da montagem, comum aos autores e a boa parte da equipe, formada em sua maioria por profissionais LGBTQIAPN+, nasceu do desejo de Leandro e Rohan, um casal também fora de cena, de trabalharem juntos e terem no assunto um mesmo objetivo de debate.

“Fomos atravessados por diversas notícias em que o chamado ‘beijo gay’ estava no centro da discussão, desde a censura do ex-prefeito Crivella na Bienal do Livro de 2019 até o alarde feito na imprensa sobre um ou outro beijo gay nas novelas. E pensamos que este poderia ser um tema a partir do qual poderíamos abordar nossas vivências. Então, desenvolvemos um conflito em que os dois personagens pudessem tensionar sua relação e pensamentos sobre a própria comunidade LGBTQIAPN+”, resume Leandro.

A partir de um conflito central envolvendo dois personagens - uma foto de beijo circulando nas redes sociais - o texto se abre para novas camadas, flertando com a autoficção, trazendo conflitos comuns aos autores, sobretudo a partir de suas origens em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A dramaturgia problematiza como a visão da sociedade sobre os corpos dissidentes interfere nas vidas e formas de se colocar no mundo.


“Entre naturalização e fetichização, ainda haver uma categoria ‘aceitável’ ou ‘permissível’ de beijo é um sinal do retrocesso que estamos vivendo. Eu pesquiso a cena dissidente e a personagem ‘bicha’ nas narrativas contemporâneas. Ainda ter que discutir o beijo como esse fantasma e num lugar de urgência social me inquieta como artista”, pondera Dadado, que possui longa trajetória na cena queer e que recebeu, junto de Maurício Lima, o Prêmio Shell de Melhor Direção por “Arqueologias do Futuro”.

A dramaturgia também olha para trás a partir de um diálogo com “O Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, já que muito dessa polêmica parece estar não apenas parada no tempo, mas retrocedendo a partir de um aumento cada vez maior do conservadorismo no Brasil e no mundo. “A mesma homofobia e o mesmo sensacionalismo que pautam nossos beijos hoje interferem radicalmente na vida dos personagens rodrigueanos. A gente acredita ter avançado nessa discussão, mas será mesmo? Olhar pro passado ajuda a pensar um pouco sobre o que mudou e a projetar o que vem pela frente”, aponta Rohan.

Embora se anuncie por um beijo, é um espetáculo que se propõe a falar do amor e de suas idiossincrasias. “O amor numa relação homoafetiva é tão amor quanto em qualquer outra relação. No entanto, ainda é visto como um tema das dissidências, um tema maldito. Então criamos uma imaginação distópica de um futuro não muito distante em que este beijo e estas relações dissidentes permanecem sob intensa vigilância. É uma espécie de ‘e se’ que provocamos através da peça: e se essa onda conservadora ganhasse contornos ainda mais radicais? Nosso público poderá se afetar por personagens em um momento limite que causa uma montanha-russa de emoções. Apenas no meio disso tudo há um beijo gay”, encerra Dadado.


SERVIÇO

“ESSA PEÇA TEM BEIJO GAY”

Temporada: 31 de julho a 19 de agosto

Horário: Sexta-feira a sábado, às 20h; Domingo, às 19h

Local: Teatro Municipal Ziembinski

Endereço: Av Heitor Beltrão, s/n - Tijuca

Classificação Indicativa: 14 anos

Duração: 70 minutos

Gênero: Drama

Instagram: @essapecatembeijo


FICHA TÉCNICA

Idealização, dramaturgia e atuação: Leandro Fazolla e Rohan Baruck

Direção artística e supervisão dramatúrgica: Dadado de Freitas

Direção de movimentos: Maurício Lima

Direção Musical: Bèá Ayòóla

Cenografia: Maurício Bispo

Figurino: Flávio Souza

Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni

Direção de produção: Stephany Lopez

Operação de Luz: Rafa Domi

Fotografia: Higor Nery

sexta-feira, 17 de julho de 2026

'Como a MPB acabou com a minha vida amorosa' ironiza o impacto de hits dos anos 80 e 90 nos relacionamentos

Em Neon: sexta-feira, 17 de julho de 2026


Comédia musical volta aos palcos para apenas duas apresentações no Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch

Nos dias 18 e 19 de julho, a atriz e cantora Flávia Santana sobe ao palco do Teatro Total Energies - Sala Adolpho Bloch para a comédia musical “Como a MPB acabou com minha vida amorosa". Acompanhada por músicos, a artista costura histórias reais, misturando memórias pessoais com a dramaturgia da diretora e roteirista Renata Mizrahi, questionando as narrativas intensas, obsessivas e melancólicas da MPB que antes eram vistas como o ápice do romantismo. 

Cada verso de Cazuza, Caetano Veloso, Kid Abelha ou Marisa Monte se transforma em espelho, conselho e armadilha. A personagem revisita suas histórias de amor sob a trilha sonora de uma MPB que, ao mesmo tempo que consola, também idealiza. “Lembro que tinha brigado com um namorado da escola e ficava sentada na porta da casa dele às sete da manhã, pensando em fazer tudo o que a música da Calcanhotto falava”, diverte-se Flávia. “De certa forma, essas canções ensinaram a viver o amor com uma profundidade quase impossível, criando expectativas amorosas irreais e, hoje, consideradas tóxicas.”

O espetáculo mistura música, humor e confissão, transformando a dor e a desilusão em arte e catarse. Mais do que um desabafo pessoal, o monólogo é uma declaração de amor à própria MPB e à capacidade que a arte tem de nos afetar profundamente — até o ponto de confundirmos a canção com a vida.

Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch

Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Burle Marx, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da cultura brasileira. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé assumiu a missão de devolver à cidade esse ícone cultural, agora ainda mais moderno e plural.

Graças à genialidade de Niemeyer, que concebeu um palco reversível, tornou-se possível, inclusive durante o período desafiador da pandemia, realizar espetáculos e eventos tanto na área interna quanto na externa, ao ar livre, ou mesmo em ambos os espaços simultaneamente, em formato arena. Essa versatilidade proporciona aos artistas, produtores, cariocas e turistas múltiplas formas de criar, vivenciar e consumir arte e entretenimento.

Único teatro da cidade do Rio de Janeiro com um palco reversível, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch permite que o público se acomode também no jardim externo do espaço. Em 2021, o local foi adaptado para o formato arena, com capacidade para 359 lugares na área interna e 120 na externa, além de um palco de 140m², equipado com infraestrutura técnica de alto padrão.

O espaço abriga ainda um centro de convivência, cinco salas de ensaio (projetadas para receber diversas produções simultaneamente) e o bistrô Bettina Café & Arte. A programação valoriza a diversidade cultural e prioriza um entretenimento plural, pensado para públicos de todas as idades e estilos. Desde sua reabertura, já foram realizadas mais de 1000 apresentações, reunindo uma plateia de mais de 400.000  pessoas.

Serviço: Como a MPB acabou com a minha vida amorosa

18 e 19 de julho

Dias e horários: Sábado: às 20h e Domingo: às 18h

Vendas: https://www.ingresso.com/evento/como-a-mpb-acabou-com-a-minha-vida-amorosa/informacoes 

Valores:

Plateia Central: R$150 (inteira) | R$75 (meia)

Plateia Lateral: R$50 (inteira) | R$25 (meia)

Duração: 80 minutos

Classificação: 14 anos

Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch - Rua do Russel, 804 - Glória

'O Baterista', com Antônio Fragoso, segue em cartaz no Teatro Contemporâneo, em Botafogo


Todas as sextas-feiras de julho, às 20h, o Teatro Contemporâneo, em Botafogo, recebe o espetáculo "O Baterista", uma comédia que mistura música ao vivo, humor e emoção em uma narrativa envolvente sobre recomeços e superação.

Na trama, um baterista recém-divorciado volta a morar na casa do pai e decide dar aulas de bateria. No entanto, ao esquecer o dia da primeira aula, é surpreendido por uma plateia de alunos à sua espera. A partir desse encontro, ele transforma a aula em uma divertida viagem pela história da bateria, compartilhando curiosidades sobre o instrumento, histórias da música e reflexões sobre a vida, sempre com muito bom humor.

Com texto de Celso Taddei, atuação de Antônio Fragoso e direção de Diego Molina, o espetáculo tem duração de 60 minutos e classificação livre. A temporada segue até o dia 31 de julho, com apresentações sempre às sextas-feiras, às 20h, na Cia. de Teatro Contemporâneo, localizada na Rua Conde de Irajá, 253, em Botafogo.

Uma excelente opção para quem aprecia teatro, música e boas histórias, "O Baterista" promete divertir o público enquanto presta uma homenagem ao instrumento que marca o ritmo de diferentes estilos musicais e emociona gerações.

O BATERISTA com Antônio Fragoso

Local: no Teatro Contemporâneo

DIAS 17, 24 E 31 DE JULHO ÀS 21h

R$ 90,00

Inteira - 90 reais

meiactc - o ingresso passa para 45 reais

amigoctc - o ingresso passa para 30 reais

FICHA TÉCNICA

Texto: Celso Taddei

Atuação: Antônio Fragoso

Direção: Diego Molina

Diretor assistente: Alexandre Regis

Cenografia: Diego Molina e Patrícia Muniz

Direção musical: Marcio Lomiranda e Pedro Coelho

Iluminação: Anderson Ratto

Figurino: Patrícia Muniz

Programação visual: Daniel de Jesus

Fotografia: Caique Cunha

Filmagem: Bernardo Palmeiro

Direção de Produção: Botão Cultural

Produção: Antônio Fragoso e Celso Taddei

Realização: Levante42


MONÓLOGO MUSICAL REÚNE QUATRO CRAQUES DO HUMOR

A peça “O baterista” – que reúne Celso Taddei, Antônio Fragoso, Diego Molina e Alexandre Regis – estreiou em março de 2020 no Teatro Poeira, em Botafogo

O que têm em comum Robertinho Silva, João Barone e Igor Cavalera? Com certeza, todos enfrentaram problemas com os vizinhos reclamando de barulho. Afinal de contas, todos têm em comum a bateria como instrumento, ferramenta de trabalho e meio de expressão. Também têm “um pouco de torneiro mecânico, funileiro e mestre de obra", como diz o texto de Celso Taddei no monólogo “O baterista”.

O espetáculo foi idealizado pelo autor Celso Taddei, ex-roteirista do “Zorra”, programa da TV Globo, e demorou dois anos para ser montado. Taddei reuniu outros três craques do humor com os quais trabalhou no programa: o roteirista Diego Molina, que assumiu a direção da peça; e os atores Antônio Fragoso – que divide a produção com o autor e é “o baterista”, único ator em cena – e Alexandre Regis, que faz a assistência de direção.

Desse encontro, saiu do papel uma reflexão filosófica feita por um baterista que liga seu instrumento a toda mecânica da vida. E por que filosofar – com humor – utilizando a música, o ritmo, as batidas de uma bateria? Para o autor Celso Taddei – um apaixonado por música que toca mal vários instrumentos –, a bateria é um instrumento “dramaturgicamente interessante e complexo por causa de seu tamanho e porque faz muito barulho”. Além do mais, Taddei acha curioso o envolvimento de uma pessoa, durante toda a vida, com um instrumento; sobretudo quando se trata de um baterista, aquele que é “sempre o primeiro a chegar e o último a sair do estúdio”. Essa característica solitária dos bateristas é, de cara, um ótimo gancho para um monólogo.

Foi com todas essas ideias na cabeça, mais o amor pela música e a inspiração de autores como Tchekov e Patrick Süskind que Taddei resolveu esmiuçar o pensamento de um baterista louco por seu instrumento, com o qual tem um “relacionamento quase neurótico”. Assim, ele escreveu “O baterista”, que serviu, na medida, para o talento do ator Antônio Fragoso, com quem divide a produção do espetáculo, que não conta com patrocínio.

Para Fragoso, foi fácil entrar no personagem. Nos anos 1980, em Brasília, quando morava na mesma quadra de Herbert Vianna, Bi Ribeiro e Dado Villa-Lobos, ele fez parte de duas bandas de rock: Os Sociais, que montou com Pedro Ribeiro (irmão do Bi, dos Paralamas) e Fernando Bola, e Escola de Escândalo. Foi Pedro Ribeiro, aliás, que incentivou Antônio Fragoso a assumir a bateria, uma vez que ele já tocava tarol na banda marcial do Colégio Marista.

A direção é de Diego Molina, um dos roteiristas do “Zorra”, o que possibilita um ótimo entrosamento na equipe: “a gente já sabe como o outro funciona melhor, os maneirismos do ator, o ator já conhece o tipo de texto e de direção”. Tudo na intenção de “deixar tudo mais lúdico”, como ele explica. O diretor usa a expressão “partiturando” para se referir a seu modo de trabalhar, em que cada gesto é estudado, e nada é gratuito.

A trilha sonora, aliás, foi escolhida com cuidado, com alguns standards do início do ragtime, contextualizando a história da formação da bateria. “Preferi os clássicos para ajudar as pessoas a se situarem. Cada música foi escolhida como símbolo de determinada época, de determinada banda”, explica o autor Celso Taddei. Por isso, ele acha que o espetáculo ficou “divertido de ver e ouvir”. No repertório, há pot-pourri de canções dos Beatles e muito rock’n’roll: de Bill Haley a Led Zeppelin, passando por The Who, Cream, Sex Pistols, Black Sabbath, The Police e Nirvana. Bandas brasileiras – como Titãs e Paralamas do Sucesso – também marcam presença na trilha de “O baterista”.

O ESPETÁCULO

“O baterista” é uma comédia dramática musical escrita pelo dramaturgo e roteirista Celso Taddei (que foi roteirista-final do programa “Zorra”, da Rede Globo e autor do musical “Apesar de você”), com Antônio Fragoso no elenco (ator de peças como “Se meu apartamento falasse” e “Obsessão) e dirigida por Diego Molina (diretor de “Bette Davis e a máquina de Coca-Cola” e “Ela é meu marido”) e Alexandre Regis (diretor de “Buraco da Lacraia Dance Show” e “Nós da fita”).

A história se passa durante uma aula de bateria ministrada por um músico excêntrico, que  vive um relacionamento afetivo em crise. Ele é obrigado a encarar uma aula repleta de alunos exigentes pouco tempo depois de se separar da mulher. Com a cabeça na lua, ele se esquece da aula e se surpreende com a quantidade de pessoas que aparece na sua garagem – sua sala de aula improvisada. Mas o dia não vai ser fácil: sua bateria está completamente desmontada; e o lugar, todo bagunçado.

Durante a aula, o baterista organiza as coisas, ao mesmo tempo em que se vê às voltas com a ex-mulher, com quem troca diversas mensagens nas redes sociais. Como ainda é apaixonado por ela, o baterista transborda todas as suas emoções diante dos alunos, usando seu instrumento musical para expurgar suas desventuras e decepções, em cenas ora divertidas, ora comoventes.

O público acompanha a história da bateria – esse instrumento fascinante! – contada pelo músico, desde a percussão dos homens das cavernas até o rock’n’roll, passando por vários estilos como jazz, bebop, folk, blues, entre outros ritmos. Para ilustrar melhor sua aula, o baterista executa seu instrumento para tocar músicas de bandas e artistas famosos.

Ágil e divertido, o texto inédito de Celso Taddei também fala da relação do baterista com os outros músicos de uma banda, que muitas vezes deixam de valorizá-lo por considerá-lo um tipo inferior de músico, já que trabalha com percussão, e não com harmonia propriamente dita. Assim, o espetáculo faz um paralelo entre o preconceito que muitas vezes a música não erudita/não europeia tem com músicas consideradas “periféricas”, vindas da África e do Oriente. A bateria representa, na verdade, uma junção de diversas influências, de diversos lugares do planeta, a ponto de hoje ser um elemento fundamental na nossa cultura.

A peça toma como inspiração dois monólogos clássicos – “O contrabaixo”, de Patrick Süskind, e “Os malefícios do cigarro”, de Anton Tcheckhov – para criar um texto original e voltado para o público brasileiro, de todas as idades.

“O baterista” é o resultado da união de quatro artistas – Celso Taddei, Antônio Fragoso, Diego Molina e Alexandre Regis – que há anos vêm desenvolvendo trabalhos juntos no meio audiovisual e que agora constroem um espetáculo inteiramente artesanal; com grande pesquisa estética, musical e artística; e comprometido com o público.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

Teatros Riachuelo e TotalEnergies recebem o 2º Festival de Teatro do Rio com mostra inédita

Em Neon: quinta-feira, 16 de julho de 2026


De 29 de julho a 16 de agosto, a mostra ‘Nova Cena’ ocupa os palcos com espetáculos da nova geração carioca, debates e oficinas produzidos pela Aventura

A segunda edição do Festival de Teatro do Rio contará com uma grande novidade: a mostra inédita Nova Cena, que vai trazer quatro espetáculos e um trabalho ainda em fase de criação para o público do evento. As montagens vem se unir à programação já anunciada pelo Festival em maio, com espetáculos como ‘(Um) Ensaio Sobre a Cegueira’, do Grupo Galpão, ‘Fim de Partida’, com Marco Nanini, e ‘Balada da Louca’, com Lília Cabral.

Produzido pela Aventura, de Aniela Jordan e Luiz Calainho, e com curadoria e direção geral de Maria Siman, o Festival ocupará os teatros Riachuelo e TotalEnergies de 29 de julho a 16 de agosto.

O eixo Nova Cena acontecerá na Sala Nova Cena, no Teatro TotalEnergies, em um espaço intimista idealizado especialmente para o evento. A ideia é trazer grupos e artistas em ascensão, além de apostas em jovens talentos emergentes da cena. 

A proposta é trazer  jovens artistas e criadores que estão renovando a linguagem e despontando na cena teatral. Queremos abrir uma janela para a vitalidade, a diversidade e a reinvenção constante do nosso teatro’, explica Maria Siman.

Entre os espetáculos selecionados, estão ‘O Dinossauro de Plástico’, estrelado por Rafael Saraiva e com direção de Barbara Duvivier, ‘Aqueles que Deixam Omelas', com João Pedro Zappa, ‘1 Peça Cansada’, com Natasha Corbelino, e ‘Na Quinta Dor’, com Dora de Assis. Com direção de Stella Rabello e texto de Bernardo Coimbra e João Miller, ‘O Buraco’ vai abrir o seu processo criativo e mostrar um ensaio aberto antes da estreia  com entrada gratuita.

"Ficamos muito felizes com o sucesso do Festival ano passado. Não somente com os espetáculos lotados, mas também com todo o interesse e os debates com nossas ações formativas, com uma plateia diversa e atenta. A ideia com o Festival é mesmo mobilizar a cena teatral carioca, fomentar a produção e também dar uma contribuição na formação de novas plateias’, comenta a diretora artística Aniela Jordan.

Sobre o 2º Festival de Teatro do Rio

Anunciada em maio, a programação do Festival seguirá com a proposta inicial do evento: apresentar montagens que impactaram a cena teatral no ano anterior, mas também fomentar e fortalecer o setor, além de debater a formação de novas plateias e novos profissionais. Todas as ações formativas (batizadas aqui de Palco 360, com debates, encontros e oficinas) serão anunciadas em breve.

Nos palcos, o público poderá conferir a estreia carioca de ‘Balada da Louca’, solo em que Lilia Cabral revive Rita Lee e cuja temporada de estreia foi totalmente esgotada em São Paulo. É o mesmo caso de ‘Fim de Partida’, que chega ao Rio após vender todos os ingressos em São Paulo, além de colher elogios da crítica especializada por este trabalho em que Marco Nanini é dirigido por Rodrigo Portella e divide o palco com Guilherme Weber, Ary França e Helena Ignez.

Os espectadores também terão a chance de rever espetáculos que tiveram concorridas temporadas por aqui, como ‘O Motociclista no Globo da Morte’, que rendeu diversos prêmios para Eduardo Moscovis, ‘Mulher em Fuga’, com Malu Galli  e Tiago Martelli, e ‘Deserto’, com direção de Luiz Felipe Reis.

2º FESTIVAL DE TEATRO DO RIO

Espetáculos:


(Um) Ensaio sobre a Cegueira’
– com o Grupo Galpão. Direção de Rodrigo Portella.

Dias 29 (abertura), 30 e 31 de julho (quarta, quinta e sexta), às 20h

Teatro Riachuelo

‘Como um Palhaço’

Dias 30 e 31 de julho, às 20h (quinta e sexta)

Teatro TotalEnergies

‘Um Sim à Vida’

Dia 1 de agosto (sábado), às 20h

Teatro Riachuelo

‘Ideias para Adiar o Fim do Mundo’

Dia 2 de agosto (domingo), às 18h

Teatro TotalEnergies


‘Negra Palavra: Poesia do Samba’

Dia 1 de agosto (sábado), às 20h

Teatro TotalEnergies

‘A Menina Escorrendo dos Olhos da Mãe’

Dia 2 de agosto (domingo), às 19h

Teatro Riachuelo

Foto: Miro

‘Rita Lee - Balada da Louca’

Dias 4 e 5 de agosto (terça e quarta), às 20h

Teatro Riachuelo

‘Meu Corpo Está Aqui’

Dia 4 de agosto (terça), às 20h

Teatro TotalEnergies


‘O Motociclista no Globo da Morte’

Dias 5 e 6 de agosto (quarta e quinta), às 20h

Teatro TotalEnergies

Foto: João Pacca

‘Mulher em Fuga’

Dia 7 de agosto (sexta), às 20h

Teatro Riachuelo


‘Histórias do Porchat’

Dia 8 de agosto (sábado), às 18h e 20h30

Teatro Riachuelo

‘A Pediatra’

Dia 9 de agosto (domingo), às 18h

Teatro Riachuelo

‘Deserto’

Dias 8 e 9 de agosto (sexta e sábado), às 20h

Teatro TotalEnergies


‘Fim de Partida’

De 13 a 16 de agosto (quinta a sábado, às 20h. Domingo, 18h)

Teatro TotalEnergies

Mostra Nova Cena – No Teatro TotalEnergies – Sala Nova Cena

‘Na Quinta Dor’

1 de agosto (sábado), às 20h30

‘O Dinossauro de Plástico’

8 de agosto (sábado), às 20h30

‘Aqueles que Deixam Omelas’

9 de agosto (domingo), às 18h30


‘O Buraco’

13 e 14 de agosto (quinta e sexta), às 20h30

*Espetáculo gratuito, ingressos liberados às 18h30 do dia da apresentação.

‘1 Peça Cansada’

15 de agosto (sábado), às 18h30 e 20h30

Mais informações em: https://festivaldeteatrodorio.com.br/ 

Teatro TotalEnergies – Sala Adolpho Bloch

Localizado no histórico Edifício Manchete, na Glória, Rio de Janeiro, projetado por Oscar Niemeyer, com paisagismo de Burle Marx, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch é palco de momentos célebres da cultura brasileira. Desde maio de 2019, o Instituto Evoé assumiu a missão de devolver à cidade esse ícone cultural, agora ainda mais moderno e plural.

Graças à genialidade de Niemeyer, que concebeu um palco reversível, tornou-se possível, inclusive durante o período desafiador da pandemia, realizar espetáculos e eventos tanto na área interna quanto na externa, ao ar livre, ou mesmo em ambos os espaços simultaneamente, em formato arena. Essa versatilidade proporciona aos artistas, produtores, cariocas e turistas múltiplas formas de criar, vivenciar e consumir arte e entretenimento.

Único teatro da cidade do Rio de Janeiro com um palco reversível, o Teatro TotalEnergies - Sala Adolpho Bloch permite que o público se acomode também no jardim externo do espaço. Em 2021, o local foi adaptado para o formato arena, com capacidade para 359 lugares na área interna e 120 na externa, além de um palco de 140m², equipado com infraestrutura técnica de alto padrão.

O espaço abriga ainda um centro de convivência, cinco salas de ensaio (projetadas para receber diversas produções simultaneamente) e o bistrô Bettina Café & Arte. A programação valoriza a diversidade cultural e prioriza um entretenimento plural, pensado para públicos de todas as idades e estilos. Desde sua reabertura, já foram realizadas mais de 1000 apresentações, reunindo uma plateia de mais de 400.000  pessoas.

Teatro Riachuelo Rio

O prédio, tombado como patrimônio histórico-cultural, é imponente e se destaca na Rua do Passeio, número 40, reunindo passado, presente e futuro em um só lugar. O ícone da belle époque brasileira ficou com as portas fechadas por dois anos até 2016, quando foi devolvido à população como Teatro Riachuelo Rio, sempre com uma programação plural e acessível. Desde então, foram realizadas diversas peças, musicais, concertos e shows. 

Com uma área de aproximadamente 3.500 m², o teatro oferece uma estrutura completa para seus frequentadores, incluindo foyer, salas de ensaio, escritórios, camarins, área externa e uma grande sala com plateia para 999 pessoas. Mais do que um espaço físico, o teatro representa um compromisso com a promoção da cultura e da arte em suas diversas formas. O espaço conta ainda como o Bettina, Café & Arte, que além de abrir como bomboniere para atender ao público do teatro, funciona também para café da manhã e almoço.

 
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