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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

'Brojob': sexo entre homens heterossexuais

Em Neon: sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Um encontro sexual com alguém do mesmo sexo não faz de você gay, dizem alguns especialistas

Segundo o site Hoyestado, de acordo com um estudo, em 2006, na Universidade de Nova York, 3,5% dos homens heterossexuais mantiveram relações homossexuais. Muitas dessas práticas são dadas durante a juventude, especialmente entre amigos, olhando para a prática ou competindo um contra o outro.

Em relação às práticas que incluem o brojob, cuja palavra vem de bro (irmão) e job (boquete) significa que nelas são permitidas a masturbação, o sexo oral e até mesmo a estimulação anal. No entanto, o que é proibido é o beijo (pelo menos sem aviso prévio), porque não é uma relação emocional, mas simplesmente um teste e experimentação, por isso toda conotação sentimental é equivocada, revela o site espanhol Yorokobu.

De acordo com especialistas no assunto, originalmente esse comportamento era comum nas prisões, escolas ou fraternidades militarizadas, sob o entendimento de que, na ausência de mulheres, de alguma forma, os homens tinham de satisfazer a necessidade inata de prazer sexual, isto sem prejuízo para a sua masculinidade.

Mas além da luta contra a discriminação, isso também tem ajudado milhares de jovens a explorar a sua própria sexualidade.

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Nem gay, nem bissexual
Homens que decidem tentar essa inclinação dizem ter certeza de sua preferência heterossexual, e encontram apenas benefícios na prática, especialmente com homens próximos, como amigos.

De acordo com Jane Ward, autora do livro "Not Gay, Sex Between Straight White Men" e professora de Estudos de Gênero e Sexualidade na Universidade da Califórnia, Riverside , embora estas práticas possam ser consideradas um sinal de homossexualidade, elas também são dadas como uma forma de rejeição desta preferência e até mesmo como um mecanismo de auto-afirmação da heterossexualidade.

"Uma das principais razões por que eles fazem isso, ironicamente, é como uma maneira de reforçar a sua heterossexualidade e expressar sua homofobia. É um 'se eu posso enfiar meu dedo no cu de outro homem da forma mais estúpida como eu acho que é, e após fazer continuar sendo hétero e não gay, isso me fará ainda mais heterossexual ' ", diz a especialista.

Entre todas as informações, ela destaca a descrição de algumas práticas populares, tais como o "jogo do biscoito", conhecido por limp biscuit nas escolas britânicas ou biscoito encharcado na Austrália. Este jogo é chamado de ciclo idiota, em que os jovens se masturbam em um círculo. Esta não é uma forma de prazer, mas sim uma competição entre adolescentes, onde é declarado vencedor o cara que ejacular primeiro. Um terreno fértil para a ejaculação precoce e, obviamente, totalmente contraproducente para a prática de relações sexuais heterossexuais. Em outra versão mais hard, o "jogo do Cookie", o grupo se masturba até ejacular em um cookie (tipo de biscoito) e o último a fazê-lo deverá comê-lo.

O livro também relata um trote universitário comum nos Estados Unidos, como o "passeio de elefante", em que novos alunos formam uma linha, colocam o pênis para trás e introduz seu dedo no ânus do companheiro em frente.

No entanto, apesar dos argumentos de especialistas, parte da opinião popular percebe estas explicações como "justificação absurda" para esconder a homossexualidade. Não são poucas as pessoas que pensam que a prática de brojob reflete um desejo perdido, enquanto outros afirmam que é uma manifestação bissexual.

Enfim, julgar alguém que pratica brojob se torna algo muito delicado, porque quem pode afirmar o que o outro sente ou pensa que não é verdade?

Fotos: Reprodução da Internet

 
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