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segunda-feira, 15 de junho de 2026

SP: Roberto Cordovani traz o espetáculo ‘Olhares de Perfil (O Mito Greta Garbo)’, com temporada até 21 de junho

Em Neon: segunda-feira, 15 de junho de 2026


Foto: Marisa Pereirinha

O ator e diretor Roberto Cordovani traz o espetáculo ‘Olhares de Perfil (O Mito Greta Garbo)’, com temporada até 21 de junho, ao Teatro Paiol Cultural, Vila Buarque (SP). A peça, de Roberto Cordovani e Alejandra Guibert, teve início em março de 1987 e já percorreu 300 cidades do exterior em nove países da Europa. A produção, que no Brasil foi encenado pela primeira vez no Auditório Augusta e posteriormente encerrou temporada no Teatro Municipal de São Paulo, em 1989, fala sobre um ator que interpreta a atriz Greta Garbo em uma casa noturna e começa a ser investigado por um fotógrafo que suspeita dele ser a própria famosa, desaparecida em 1939. Além de Roberto, a peça conta com os atores Ruben Gabira e Custódio Jr.

Sinopse: Em 1940, no mesmo período em que é indicada pela segunda vez ao Oscar pela comédia 'Ninotchka', a atriz Greta Garbo desaparece dos olhos da mídia e dos poderosos da produtora de filmes Metro-Goldwyn-Mayer. Paralelamente a isso, um ator, vivido por Roberto Cordovani, faz numa casa noturna apresentações como a artista, porém de uma maneira como Hollywood nunca a descreveu ou autorizou fazer. Durante esse tempo desaparecida, surgem especulações sobre Garbo ser, na verdade, um homem e que estava servindo ao exército durante a Segunda Guerra Mundial. Numa noite, enquanto fazia papéis mais ambíguos da atriz, um fotógrafo freelancer (Custódio Jr) começa a fotografar a apresentação e suspeita que o ator seja a própria Garbo. Durante o espetáculo, um jogo de imagens e intenções, o fotógrafo e o Crossdresser (Ruben Gabira) amigo do ator e que também suspeita dele ser Garbo vão entrando, junto ao público, numa temática de possibilidades para tentar descobrir se Greta é ou não esse ator.

“O que eu guardo dela é a sua masculinidade. É paradoxal, mas ao interpretar Greta Garbo eu aprendi que ser masculino também pode ser feminino, porque na delicadeza ou na fragilidade, às vezes está a força. É paradoxal, né? Então ela, para mim, é um exemplo de masculinidade no corpo de um ser andrógeno. É um espetáculo que fala sobre androgenia. O que é mais marcante é essa Garbo homem-mulher, reservada, ativista político de esquerda, que quis realmente fazer muito pela humanidade, em termos de liberdade de expressão, de opção política. Ela foi perseguida por ser comunista, por ser homossexual, por ser livre, por ser uma mulher atemporal. Para mim, isso é o que mais me empolga e por isso que é um espetáculo de 'hoje', não tem nada de ficção. Eu digo de hoje porque todo mundo vai se identificar”, diz Cordovani sobre a proposta do espetáculo.

As sessões acontecem aos sábados (21h) e domingos (19h30). Ingressos AQUI 

 

 
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