NOVIDADES

COMPORTAMENTO

sexo

Vídeos

Arquivo Em Neon

quinta-feira, 7 de maio de 2026

2 milhões de pessoas recebem a Loba Shakira para um show inesquecível

Em Neon: quinta-feira, 7 de maio de 2026


Texto e fotos: Eduardo Moraes
Edição de fotos: Maurício Code


Na noite de sábado, 2 de maio de 2026, a cantora colombiana Shakira realizou um show histórico na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Parte do projeto "Todo Mundo no Rio", a apresentação gratuita reuniu um público estimado em 2 milhões de pessoas, consolidando o evento como um dos maiores espetáculos musicais já registrados na orla carioca.


 


A praia de Copacabana viveu uma de suas noites mais grandiosas com a aguardada apresentação de Shakira. Em um cenário monumental montado à beira-mar, a artista levou milhares de fãs ao delírio com um show eletrizante, repleto de sucessos, coreografias impactantes, momentos emocionantes e uma produção digna de grandes eventos internacionais.




Desde o início da tarde, a orla já recebia admiradores vindos de diversas partes do Brasil e também turistas estrangeiros que lotaram hotéis, bares e quiosques da região. Com bandeiras da Colômbia, camisetas temáticas e cartazes personalizados, o público transformou a praia em uma verdadeira celebração multicultural.





O Espetáculo e Tecnologia

Abertura com Drones: O show começou com drones formando a imagem de uma loba no céu, símbolo da turnê Las Mujeres Ya No Lloran World Tour.  

Megaestrutura: O palco, montado em frente ao hotel Copacabana Palace, possuía 1.500 m², um painel de LED de 500 m² e uma passarela de 25 metros para maior proximidade com os fãs.  

Transmissão: O evento foi transmitido ao vivo pela TV Globo e pelo Globoplay.  




Dança, carisma e conexão com o público

Reconhecida mundialmente por suas performances intensas, Shakira mostrou por que continua sendo uma das maiores entertainers da música pop. Seus famosos movimentos de quadril arrancaram aplausos constantes, especialmente durante “Ojos Así” e “Whenever, Wherever”.

Entre uma música e outra, a artista falou em português, agradecendo o carinho do Brasil.

“Rio de Janeiro, vocês são incríveis! Sempre me recebem com amor. Esta noite vai ficar para sempre no meu coração.”

A frase levou a multidão ao delírio.




O corpo como linguagem

Assistir a Shakira ao vivo é compreender que sua arte nunca dependeu apenas da voz ou do repertório. Seu corpo dança como narrativa. Cada movimento carrega influência árabe, latina, pop e tribal. Há técnica, sensualidade, humor e força.




Em tempos em que muitas performances parecem calculadas para algoritmos, Shakira ainda entrega presença física real. Sua dança comunica liberdade e domínio de si mesma. Em uma praia historicamente ligada ao corpo exposto, ao bronzeado e à performance social, esse encontro simbólico foi poderoso.

Ali, diante do mar de Copacabana, seus movimentos não eram apenas coreografia. Eram assinatura cultural.




A força de uma mulher latina no centro do mundo pop

Durante décadas, o mercado internacional exigiu que artistas latinos suavizassem sotaques, diluíssem identidades ou se adaptassem a modelos impostos. Shakira fez o caminho inverso: globalizou-se preservando traços próprios.




Cantou em espanhol, em inglês, misturou referências, levou ritmos não anglo-saxões ao topo das paradas e construiu uma imagem singular. Em Copacabana, esse percurso histórico ficou evidente.

O público brasileiro reconhece autenticidade. E respondeu com devoção.


Convidados Especiais

Shakira celebrou a música brasileira com participações de peso:  



Anitta: o dueto com Anitta para a performance de "Choka Choka" trouxe uma coreografia intensa e viral, celebrando a amizade entre as duas maiores estrelas latinas da atualidade. As duas cantaram juntas, pela primeira vez ao vivo.  



Caetano Veloso: Shakira cantou uma versão bilíngue de "O Leãozinho", alternando versos em português e espanhol. Essa é a música que há muito tempo ela canta aos filhos na hora de dormir.




Maria Bethânia: A cantora participou interpretando "O que é, o que é?", acompanhada por mais de 100 ritmistas da escola de samba Unidos da Tijuca.



Ivete Sangalo: Cantaram "País Tropical", de Jorge Benjor, relembrando o dueto das dupla no Rock in Rio 2011.    




Repertório e Momentos Marcantes

A setlist misturou novos hits de seu álbum recente com clássicos de sua carreira de mais de 30 anos.  

Hits Globais: Músicas como "Waka Waka (This Time for Africa)", "Hips Don’t Lie" e "Whenever, Wherever" fizeram parte do set.  

Nostalgia e Novidades: Foram incluídas faixas como "Estoy Aquí", "Antología", "TQG" e "BZRP Music Sessions #53".  

Homenagem ao Brasil: Durante o show, Shakira segurou uma bandeira do Brasil e relembrou sua primeira visita ao país, aos 18 anos.  



Copacabana como personagem

A praia não serviu apenas de pano de fundo. Ela interferiu no espetáculo.

O vento mexendo figurinos e cabelos. O sal no ar. O barulho distante das ondas misturado aos graves. Os prédios iluminados como arquibancada vertical. Helicópteros recortando o céu. Ambulantes circulando entre fãs emocionados. Casais dançando descalços na areia.

Nenhuma arena fechada do mundo poderia reproduzir isso.

Copacabana transforma qualquer show em experiência urbana total.



Mais do que um show

A noite de Shakira em Copacabana foi sobre música, claro. Mas também foi sobre permanência, reinvenção e encontro entre culturas que se reconhecem.

Foi uma artista latina consagrada diante de uma cidade igualmente intensa. Foi o pop em estado humano, fora das telas, respirando ao vivo.

No fim, quando as luzes se apagaram e a multidão começou a dispersar lentamente pela Avenida Atlântica, restou aquela sensação rara que só alguns eventos deixam: o de que, por algumas horas, todos ali fizeram parte de algo maior.



Programação da Noite

Aquecimento: Os DJs Vintage Culture e Maz abriram a noite a partir das 17h45.  

Show Principal: Shakira subiu ao palco por volta das 23h o atraso todo foi por conta do pai da cantora ter passado mal.   

Encerramento: Após o show, houve uma apresentação de drones à meia-noite, seguida por um pós-show com o DJ Papatinho e a cantora Melody.

O show foi o ápice do projeto "Todo Mundo no Rio", uma iniciativa para impulsionar o turismo e a cultura após grandes eventos globais.

Palco Monumental: Com 1.500 m², o palco foi projetado para suportar os complexos números de dança de Shakira, incluindo sistemas de elevação hidráulica.

Painéis de LED: Uma tela curva de 500 m² exibia visuais em ultra-alta definição, garantindo que mesmo quem estivesse no Leme pudesse ver os detalhes da performance.

Som e Alcance: Foram instaladas 18 torres de som ao longo da areia, estrategicamente posicionadas para evitar o "atraso" (delay) do áudio para o público mais distante.

Este evento não foi apenas um concerto, mas um marco na história das apresentações gratuitas em espaços públicos, reafirmando o Rio de Janeiro como o palco preferido para os maiores ícones da música mundial.



 
Todos os direitos reservados para © 2014 Em Neon - Site
Desenvolvido por Code Art Design by Maurício Code