Por: Eduardo Moraes
Fotos: Eduardo Moraes / edição: Maurício Code
Na noite de sexta-feira, 27 de fevereiro, o histórico palco do Teatro Rival Petrobras foi preenchido por uma atmosfera de rara sensibilidade. Cesar Soares, voz que o Brasil aprendeu a admirar como semifinalista do The Voice Brasil 2022, entregou mais do que um simples show: ele materializou a experiência visceral de seu álbum “Encanto”.
O que se viu foi o amadurecimento de um artista que entende a música como uma ferramenta de conexão emocional e afirmação estética.
Um repertório entre a eutoralidade e a releitura
O roteiro da noite foi equilibrado com maestria, alternando entre o magnetismo das composições próprias e a coragem de revisitar um clássico da MPB.
A Força Autoral: Um dos pontos altos da noite foi a performance de “Não deixa, não!”. No disco, a faixa conta com o brilho de Silvero Pereira, mas no palco, Cesar sustentou a carga dramática da canção com uma entrega que arrebatou o público. “Planeta Marte”, foi um deleite, que som gostoso e que fica na cabeça, uma delícia. Outro momento de grande sintonia foi “Mal de amor”, composição em parceria com Caio Prado, que reafirma a identidade contemporânea e sofisticada de Soares.
Clássicos Reimaginados: Cesar também provou por que é considerado um intérprete de mão cheia ao apresentar suas versões de “Balada do louco” e "Cais". As releituras, que já são uma marca registrada de sua trajetória, trouxeram uma roupagem íntima que dialoga perfeitamente com o conceito de "encantamento" proposto pelo show.
Participações especialíssimas
O show contou com a presença da cantora Azula, que voz incrível e do dançarino Murillo Ferreira, numa performance com Cesar, de tirar o fôlego.
Estética e Emoção
O show não foi apenas um deleite para os ouvidos. Uma mistura de ousadia, passando pelo exótico, esbarrando no erótico e acertando em cheio nas performances marcantes. A proposta estética de "Encanto" no palco refletiu a mesma delicadeza do trabalho de estúdio, criando uma moldura visual que potencializou as letras confessionais de Cesar.
"Transformar o álbum em experiência é dar corpo ao que era apenas som. Hoje, o Teatro Rival não foi apenas uma plateia, foi parte de um ritual de afeto", comentou um fã na saída do evento.
Com a casa cheia e aplausos calorosos, Cesar Soares consolida-se como um dos nomes mais promissores da nova safra da música brasileira, provando que o "encanto" é, acima de tudo, uma troca real entre artista e público.

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