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quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Cantora Da ‘Era Do Rádio’, Marion Duarte lança sua fotobiografia no dia 28 de novembro na Sede do Flamengo na Gávea

Em Neon: quarta-feira, 27 de novembro de 2019

A obra, uma fotobiografia com quase 400 paginas, mostra que a artista é o retrato do brasileiro: descendente da imigração, oriunda do subúrbio, pertencente à classe trabalhadora. Portanto, um símbolo do sucesso possível, em especial pelas tragédias pessoais em seus primeiros anos, aqui contadas.

Vemos em imagens, a carreira que não possui um auge ou um marco, mas sim uma sucessão destes.

Marion Duarte iniciou a carreira artística ao começo do Inverno de 1957. Naquela ocasião, apenas 15% dos lares possuíam aparelho de televisão no Rio de Janeiro, a maioria de famílias abastadas, e ainda não havia transmissão entre cidades.

Apesar disto, hoje se testemunha o público sobrevivente daquela época, foi marcado pelos primórdios da artista. Alguns destes primeiros fãs, hoje ao reconhecerem sua figura e aborda-lá, por vezes até recordam com riqueza de detalhes sobre aqueles momentos longínquos. Fascinante que o mesmo aconteça em outros estados, os quais antes visitados há muitas e muitas décadas, no tempo das turnês.

Cantora Revelação 1958, Favorita dos Bombeiros, premiada nos programas de César de Alencar (Rádio Nacional) e Abelardo Barbosa (Rádio Globo), homenageada ao lado de Tom Jobim no Teatro Municipal, cinco vezes mais popular que João Gilberto mesmo após ‘Chega de Saudade’, vocalista do conjunto de Sylvio Vianna.

Marion era então sucesso na arte do efêmero: rádio, palco, TV pré VT. Os seus discos (78 RPM), não ilustravam os olhos turquesa/esmeralda, ficando nos jornais e revistas, principalmente 'fan magazines', os únicos registros da grande beleza de Marion Duarte.

Tempo que ver em pessoa ou pela telinha o seu ídolo em ação, era para obstinados ou privilegiado. Muito popular, Marion era dona de grande apelo junto à classe trabalhadora, recebendo a alcunha de "Maysa dos Pobres", tendo a sua imagem alcançado e perpetrado de modo contumaz à todos.

Sem nunca ter adentrado "novas ondas" ou "grupos fechados" na classe artística, manteve-se fiel a si mesma e independente. O mesmo serviu a sua vida particular, pois chegou a interromper a carreira temporariamente pelo casamento, por amor.

Mas como dizem, vale a "voz do povo", e por isto sempre conservada na memória dos que a vislumbraram desde o seu deslanche.

Desde as culturais caravanas dos bairros até as turnês de Norte a Sul, inaugurou o primeiro hotel de Brasília e abriu o espetáculo de Ella Fitzgerald no Maracanãzinho.

Presença notável nos certames e festivais, principalmente carnavalescos, é a co-autora de ‘Bola Preta Sensacional’. Foi condecorada pela Mangueira, Mocidade, Império Serrano e União da Ilha, mas também pelas rádios Roquette Pinto e Neno.

Um das mais belas figuras femininas na história da música popular brasileira, a qual resulta em exclusiva da Tupi, figura nas capas das principais publicações e vêm do seu próprio programa, ‘A Boneca Que Canta’.

Com a ascensão da Bossa Nova, Jovem Guarda e Tropicália, o cantor do passado perdeu espaço, o que coincidiu com um hiato na carreira da artista. Porém os anos 1970 encontrou o ápice do movimento da nostalgia, o que influenciou na retomada para Marion.

Desta nova e até hoje ininterrupta fase, caiu nas graças de críticos contemporâneos como Aramis Millarch, tornando-se então a intérprete do aniversário do Flamengo, seu time de coração.

Cada um destes e tantos mais momentos estão ilustrados em ‘Marion Duarte: A Estrela Inesquecível’, de Gui Castro Neves.
 
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