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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Em contato: Marcello Taurino entrevista o talentoso Rian

Em Neon: quinta-feira, 5 de novembro de 2015


MELLL DELLLSSS!!! Nem acredito que no mês de novembro teremos um baita lançamento por vir, mas quem vai contar TU-DO é nosso entrevistado, o cantor, produtor, diretor e baphônico artista, Rian (UI UI UI AI AI, MEU PAAAI)!!! Nesse delicioso bate-papo de “Desligar o Carão”, o artista nos contou sobre sua carreira nos palcos, nas telas e sobretudo a respeito do seu documentário sobre uma das artistas mais icônicas do segmento Drag Carioca! Querid@s leitor@s do site EM NEON, se eu fosse vocês, não deixaria de conferir nem mesmo uma linha dessa entrevista, agora na coluna EM CONTATO!

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Marcello Taurino: Oi, querido! Tudo bem? Que honra ter você conosco! Pronto pro BAPHO? Então vamos lá: Como você enxerga o atual cenário da noite carioca? Ainda temos boas opções de entretenimento ou por aqui já não existe mais nada com relevância? 
Rian: Yay, gatoooo! Estou feliz de estar aqui com você. Precisamos ferver juntos hein? Aliás, a noite do Rio se renovou sim. Amém! Muita festa babado com montagem e as beeshas botando a cara na rua. Adoro a vibe da “V de Viadão”, comandada pelo maravilhoso Edu Castelo, me divirto com a performance do “BURACO DA LACRAIA DANCE SHOW” e gosto de mexer o esqueleto também na “REBOLA” e na “PADE”. Ótimas festas para se jogar! Emoticon heart.

MT: Seu trabalho artístico é muito interessante, questionador e com bastante potencial. Que tal comentar sobre ele, seu objetivo e suas influências?
Rian: Meus pais não deixaram eu ser Paquito. Daí deu no que deu. Risos. Bem, “DESLIGUE O CARÃO” é um lema pessoal que virou projeto musical. A música embala minha vida assim como um desses drinques coloridos que tomamos na boate. Fico feliz quando vejo que elas despertam risadas, reflexões ou fazem o povo se jogar. O mundo não é chato quando você tem os ouvidos e olhos abertos pra novidade. Sobre influências: meu mundo é um caldeirão que cabe o “Moonwalk” de Michael Jackson, a bunda de Gretchen e os gritos de quem luta por seus direitos.

MT: Soube que no seu início de carreira, você integrou o grupo vocal “Dá No Coro” e mais tarde iniciou um trabalho como cover do cantor Morrissey, do “The Smiths”. Como foram essas experiências?
Rian: Beesha, virou meu stalker? Uia. Bem, foi um capítulo de descobertas que fazem quem eu sou hoje. Mas deixei a melancolia Smiths de lado, avancei e nada mais excitante do que cantar minhas próprias canções com a voz amplificada no microfone.

MT: De uns tempos pra cá, o Brasil está sendo invadido por uma enxurrada de preconceito, caretice e conservadorismo. Na sua opinião, como podemos combater isso tudo e seguirmos num caminho evolutivo?
Rian: O conservadorismo é um recurso para preservar riquezas materiais e sensações falidas de segurança. Nada como se deparar com a pluralidade do mundo, para tirar suas próprias conclusões. Combatemos o preconceito quando nos colocamos e tocamos a vida. E desse jeito o mundo gira e evolui. Se apanhar, suba no salto de novo. Revide e grite.

MT: Você considera importante que artistas/personalidades se posicionem publicamente, abordando temas como uso de drogas, preconceitos e até assumindo sua sexualidade? 
Rian: Sim. Porque esse gesto favorece o diálogo, pra que todos possam aprender com suas diferenças. Lamentável ver a cultura incentivada por canais de televisão e publicidade, na qual atores como Tom Cruise não poder assumir uma suposta bissexualidade. Mais triste é identificar atores deixando de ser eles próprios por conta de cachê. Daqui a pouco, vão virar mutantes na Record.

Rian e Marcello Taurino
MT: De maneira geral, suas canções tem uma pegada “afrontativa”, mas no sentido de abordar temas como preconceito e caretice, entre outros, então pergunto: de onde, exatamente surgem essas idéias e por quê a necessidade de abordá-las em canções como “Desligue o Carão”, “Amor com Vodka” e “Você É Uó”?
Rian: Porque não saberia ser de outro jeito. Sou assim. Risos. A propósito, o pop atual está muito bobinho. Anitta fica balançando aquele edy cantando música pra seduzir homem. Nesse gênero, Gretchen era muito mais autêntica.

MT: Em 2014 o projeto “DESLIGUE O CARÃO” ganhou uma versão maior e aterrissou no Rio de Janeiro, podendo assim ser apresentado ao público carioca. A gente pode esperar o retorno da turnê em 2016 em outros Estados do Brasil, além do Rio de Janeiro? Vai ter alterações ou será idêntico ao apresentado anteriormente?
Rian: A partir de janeiro, o projeto volta com clipes novos e músicas. O show é novo e babadeiro. Em seguida, rodamos a bolsa em algumas cidades. Oremos!!!

MT: Sem dúvida RuPaul popularizou o trabalho das Drag Queens e Transformistas em todo o mundo. Você acredita que essa influência melhorou o trabalho dos artistas brasileiros dentro desse segmento? Quais artistas você destacaria com um “selo de relevância”?
Rian: Acredita que já vi um show de RuPaul na Fundição Progresso? Se não me engano, foi na festa ValDemente. Enfim, Ru arrasa e influencia jovens porque está na TV. Na cena, existem aquelas drags patys chatas, mas também tem um povo que arrasa. Sou fã da montação da Alma Negrot e do DJ Ber Back. Mas os dois são club kids que vão além da montagem drag. Possuem uma visão ousada e poética da coisa.

A grande artista Lorna Washington
MT: Conte-nos um pouco sobre o documentário, LORNA WASHINGTON – SOBREVIVENDO A SUPOSTAS PERDAS, dirigido por você em parceria com Leonardo Menezes.
Rian: Ícone do transformismo na cena gay carioca, Lorna fez história em boates que marcaram época como: Papagaio, Incontrus e nos áureos tempos da Le Boy e da 1140. Quando os holofotes se apagam, as câmeras revelam uma rotina não menos engraçada. Lorna mora num conjunto habitacional, pega transporte coletivo para trabalhar no circuito de saunas e lida com um problema de saúde que a levou a abandonar os saltos, mas nunca o rebolado. Entre os entrevistados: a atriz Rogéria, o carnavalesco Milton Cunha, o estilista Almir França e as transformistas Rose Bombom e Isabelita dos Patins.

MT: E já existe uma data para o lançamento do documentário? Vai ter um pocket show com a Lorna Washington? Champagne liberado pra geral? Conte logo esse “bapho”, meu filho, pois tô lok@ pra saber de TU-DO (kkkkkkk)!!!
Rian: A primeira exibição do filme seguida da festa de lançamento será sexta 13/11 às 23h no TV BAR. Em seguida, o filme segue sendo exibido em festivais dentro e fora do Brasil. Estamos muito orgulhosos e Lorna merece.

MT: Chegamos ao “momento Raul Gil”,mas ao invés de “tirar ou não o chapéu”, eu pergunto: Pra quem você cantaria “Você É Uó” e quem você acredita que deveria “Desligar O Carão”? Por quê? 
Rian: Cantaria as duas músicas numa assembleia do PT, pra homenagear Lula, Dilmão e Eduardo Cunha.

MT: Rian, foi um delícia tomar essas vodkas contigo enquanto rolava a entrevista (pena que os nossos leitores não puderam estar com a gente também nesse momento), mas infelizmente ela chegou ao fim, então, pra encerrar, gostaria que você citasse as 5 performances mais baphônicas de todos os tempos!!! 
Rian: 1. Simone MAZZER no show “DESBUNDE GERAL” no Circo Voador. Diva! 2. Madonna fazendo a egípcia em “LIKE A VIRGIN”. Marco na vida de qualquer bilu mirim. 3. Michael Jackson cantando “HUMAN NATURE”, uma canção de tolerância gay, cantada por multidões ao redor do mundo. 4. Marcello Taurino como JANET JACKSON na Turma OK. Você dança melhor do que a Janet original!! Risos. 5. Bem, a próxima performance bafo será em janeiro no meu show. Sua peruca vai voar!

Fotos: Flávio Carvalho / Eduardo Assumpção / Acervo Rian

Por: Marcello Taurino - CLIQUE AQUI e leia mais artigos desse colunista

Marcello Taurino (do signo de touro) é técnico em contabilidade e iniciou sua carreira artística nos anos 90. É ator performer, audiomaker, videomaker, ativista/militante LGBT, dançarino e aderecista, entre outras aptidões.

 
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